Conselheiro pede declarações de lojas para provar legalidade em pagamento de relógios e jóias


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Reprodução

O advogado Rodrigo Mudrovitsch, responsável pela defesa de José Carlos Novelli, conselheiro afastado do Tribunal de Contas, requereu declarações sobre valores, data e local de aquisição dos bens apreendidos na Operação Malebolge. A medida busca provar que relógios e jóias foram adquiridos de forma lícita.

Entre as lojas contatadas pelo conselheiro afastado estão empresas em Cuiabá e no Rio de Janeiro. Um colar de perolas negras, relógios da marca Rolex, Bulgari, Raymondi Well, Mont Blanc e Baume Mercier estão entre bens.
 
Conforme divulgado em nota, todos os bens foram adquiridos ao longo de 40 anos de trabalho público, por meios lícitos advindos do salário de conselheiro, herança de sua mãe, uma vez que Novelli é filho único, além de recursos auferidos pela sua esposa como médica.
 
As declarações buscadas por Novelli visam combater decisão do Supremo Tribunal Federal. O ministro Luiz Fux manteve apreensão dos objetos.
 
Durante a “Operação Malebouge”, em setembro deste ano, Fux autorizou a realização de busca e apreensão em domicílio e deferiu o afastamento cautelar de cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Mato Grosso – José Carlos Novelli, Antônio Joaquim Moraes, Waldir Júlio Teis, Walter Albano da Silva e Sérgio Ricardo de Almeida, investigados pela prática dos delitos de corrupção passiva, sonegação de renda, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As investigações apontam que o então presidente do Tribunal de Contas, José Carlos Novelli, teria condicionado a continuidade das obras da Copa do Mundo de 2014 ao pagamento de R$ 53 milhões em propina para os conselheiro.

Confira a solicitação feita por Novelli aqui e a declaração da Lapidação Oeste Brasil aqui
 
Confira a nota
 
A defesa do conselheiro do TCE-MT José Carlos Novelli esclarece que todas as joias e relógios de sua família apreendidos têm origem declarada e atestada pelas respectivas empresas vendedoras, conforme documentação já encaminhada ao STF e anexa a esta nota.
 
Todos estes bens foram adquiridos ao longo de 40 anos de trabalho público, por meios lícitos advindos do salário de conselheiro, herança de sua mãe, uma vez que Novelli é filho único, além de recursos auferidos pela sua esposa como médica.
 
Afirmamos ainda que os bens são compatíveis com declarações de imposto de renda de ambos e que não há qualquer ligação com as investigações envolvendo os conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso, uma vez que todas as joias foram adquiridas há mais de oito anos, conforme documentação que atesta a compra e origem. Qualquer insinuação contrária é mentirosa e leviana.
 
Para que não haja dúvidas, a defesa do conselheiro José Carlos Novelli já solicitou às representantes das marcas no Brasil, para que apresentem declarações sobre valores, data e local de aquisição dos bens, demonstrando a licitude da compra, conforme documentos anexos.

Olhar Direto.

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