Em jogo dramático, Fla devolve placar do Equador e elimina Emelec nos pênaltis


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© Alexandre Vidal e Marcelo Cortes / Flamengo

Fonte: Msn

Com quase 70 mil rubro-negros no Maracanã, o Flamengo entrou em campo com a missão de reverter um 2 a 0 sofrido para o Emelec, no Equador. Com menos de 20 minutos de jogo, o time carioca, com dois gols de Gabigol tirou a vantagem equatoriana, mas parou por aí. Na segunda etapa, os elétricos foram para cima e levaram a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, melhor para o time brasileiro, que 100% de aproveitamento, contou com defesa de Diego Alves e bola no travessão para avançar na Libertadores.

Com a vitória sofrida, o time comandado por Jorge Jesus garante vaga nas quartas de final da competição continental e agora encara um duelo de brasileiros contra o Internacional, que eliminou o Nacional, do Uruguai.

Fla pressiona e Gabigol empata o agregado

Intensidade foi o lema dos primeiros minutos do Flamengo no Maracanã. Precisando reverter a boa vantagem equatoriana, o Rubro-Negro partiu para cima. Antes do primeiro giro no ponteiro, surgiu a primeira finalização. Renê arrumou para Arão, que soltou a bomba, mas mandou para fora.

Aos quatro, após bela troca de passes, Gabriel Barbosa recebeu de Renê na área, dominou e chutou em cima de Dreer. No rebote, com o camisa 12 já batido, o Gabigol, de direita, chutou por cima do gol, desperdiçando grande chance para o Fla.

Com o Emelec assustado, o time da casa aproveitou para abrir o placar. Depois de cobrança rápida de escanteio, Rafinha partiu para cima de Bagüi e foi derrubado. Pênalti. Na cobrança, Gabigol se redimiu da oportunidade perdida e abriu o placar no Rio de Janeiro.

O melhor dos mundos para o time da casa já aconteceu aos 18. Bruno Henrique aproveitou bobeira da zaga, ganhou na velocidade e rolou para trás. Everton Ribeiro passou pela bola, mas Gabriel, com faro de artilheiro, apareceu para concluir e deixar tudo igual no placar agregado.

Com o 2 a 0, o time flamenguista diminuiu o ritmo alucinante dos primeiros minutos. Ainda assim, os comandados do português Jorge Jesus seguiram com o controle das ações contra um Emelec que se limitou a defender e fazer o tempo passar. No ataque, os elétricos só chegaram através de ligação direta, mas sem levar perigo à meta de Diego Alves.

Emelec cresce e leva para os pênaltis

Na volta do intervalo, o Emelec mudou sua estratégia. Os elétricos adiantaram, suas linhas de marcação e passaram a marcar mais presença no campo de ataque. Logo no primeiro minuto, Queiróz dominou na entrada da área e soltou uma bomba. A bola desviou na marcação rubro-negra e Diego Alves, estático, só torceu para a redonda sair. E saiu.

Surpreendido com o início forte da equipe visitante, o Rubro-Negro demorou a entrar no jogo. Percebendo a perda de volume ofensivo, Jorge Jesus promoveu uma alteração em sua equipe. Everton Ribeiro, que participou de um tratamento intenso para estar no jogo, deixou o campo para a entrada de Arrascaeta, outro que foi para o sacrifício.

Aos 15, o Fla teve a grande chance de assumir a liderança do placar acumulado. Após cobrança de escanteio, Bruno Henrique desviou na primeira trave e Thuler, completamente livre, não pegou bem na bola e mandou pela linha de fundo.

Gabriel Barbosa, grande nome da partida até então, acabou sentindo problemas na coxa esquerda e deixou o campo. Para o seu lugar, Reinier, de apenas 17 anos, foi escolhido para sua estreia em Libertadores.

O time equatoriano seguiu com ritmo mais intenso. A melhora dos visitantes na segunda etapa trouxe um clima de tensão para o Flamengo tanto no gramado, quanto nas arquibancadas. Com nervosismo aparente, a equipe carioca passou a errar muitos passes e acabou encaixotado pela marcação adversária. Bruno Henrique tentou trazer o alento em jogada individual, mas não teve jeito: pênaltis no Maraca.

Na marca da cal, Flamengo é melhor e avança

Nas cobranças, Arrascaeta e Bruno Henrique marcaram para o Fla, enquanto Bryan Angulo e Cortez deixaram tudo igual para os equatorianos. Renê recolocou o Rubro-Negro na frente e contou com a aparição de Diego Alves. O arqueiro, recentemente criticado pelas últimas atuações, surgiu como um gigante para defender a penalidade de Arroyo.

Na sequência, com a vantagem, Rafinha usou sua experiência para anotar o quarto tento para os cariocas. Queiróz tentou consertar o prejuízo equatoriana, mas mandou no travessão e selou a classificação do Flamengo para as quartas de final da Libertadores.

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