Selma aponta “pressão” por recuo na CPI da Lava Toga como motivo para eventual saída do PSL


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Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Fonte: Olhar direto

A senadora Selma Arruda rompeu o silêncio sobre sua possível desfiliação do PSL e admitiu, em entrevista ao Olhar Direto, que a pressão partidária pela derrubada da CPI da Lava Toga foi o que deu início ao seu descontentamento com a sigla. A articulação contra a Comissão Parlamentar de Inquérito é feita pelo filho do presidente Jair Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro, e tem apoio do presidente nacional do partido, Luciano Bivar.

“O próprio Luciano Bivar declarou que apoia a derrubada da CPI. Eu não posso deixar de me contrariar com isso, porque eu vim da magistratura. Sabemos que não tem outra forma de se limpar o país, se não a gente limpando tudo. Você não pode ver o que está de errado no Executivo, o que está de errado no Legislativo e não ver o que está errado no Judiciário. Então é uma coisa que eu não posso me voltar contra. Seria contra meus princípios. Não tenho como me voltar contra isso. O partido apoia esta intervenção e tenta pressionar para que retiremos as assinaturas. É por isso que estou pensando na possibilidade de não permanecer na sigla. Mas não por isso deixar de apoiar o presidente”, esclareceu a parlamentar mato-grossense.

A CPI para investigar integrantes do Supremo já sofreu duas baixas no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM), engavetou a proposta em ocasiões anteriores. A última vez foi em abril, quando o senador alegou não ser o ‘momento oportuno’ para autorizar a Comissão.

O trabalho do senador Flávio Bolsonaro pela derrubada da CPI provocou descontentamento de lideranças do PSL em todo o país, entre eles o líder do partido no Senado, Major Olímpio, e a senadora mato-grossense Selma Arruda, que anunciaram publicamente a pretensão em deixar a legenda.

Selma, inclusive, assumiu que já dialoga com outras siglas. “Recebi convites de vários partidos. Se isso acontecer eu vou migrar para um partido que seja alinhado com o Governo. Obviamente não serei oposição. Mas não tem nada definido. Devo tomar uma decisão esta semana, ou até semana que vem”, pontuou.

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