Emanuel se diz traído, mas adianta que não sairá do MDB: ‘partido se uniu para me destruir’


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Foto: Luiz Alves

A crise política entre membros do MDB parece que está longe de ter fim, principalmente porque o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), está irredutível em desculpar os correligionários. Pinheiro se vê traído por grande parcela da legenda, que, segundo ele, acompanhou os ‘caprichos’ do governador Mauro Mendes (DEM) durante as eleições de 2020.

Por enquanto, Emanuel diz que não tem nenhuma pretensão de deixar o partido, mas é necessário aparar as arestas, pois, segundo o prefeito, os únicos correligionários que estiveram com ele na campanha à reeleição foram o presidente estadual da legenda, deputado federal Carlos Bezerra, e o deputado estadual Romoaldo Júnior.

“Não pretendo sair do MDB. É um dos partidos com a mais rica história, na luta pela democracia, na resistência à ditadura e quem tem grandes nomes. Mas eu também mereço respeito e proponho que o MDB se reaproxime da população, que se atualize e se recicle a cada dois anos e ouça o clamor das urnas. Houve uma traição de meu partido contra mim? Houve. Foram fazer média ao governador e acabaram perdendo. Com exceção de Bezerra e Romoaldo, o partido se uniu para me destruir. A população cuiabana se uniu e nós ganhamos as eleição. Eles se uniram, mas perderam. Essa conversa precisa ter em algum momento. Eu não penso em sair do partido, mas precisa se acertar”, comentou o prefeito em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, nesta terça-feira (12).

Uma das brigas do MDB é em relação à direção do partido em Cuiabá. No fim do ano de 2020, Carlos Bezerra destituiu o presidente da época, o advogado Francisco Faiad, e seus membros da diretoria para dar lugar à deputada estadual Janaina Riva. No entender de Bezerra, ela seria a responsável por ‘aparar as arestas’ do partido. No momento da escolha, Emanuel reagiu e o grupo pró-Faiad fez com que o grupo rachasse ainda mais.

Hoje, durante a entrevista, Emanuel disse que Francisco Faiad é o presidente e que qualquer tentativa de tirá-lo do cargo, em que ele saiu vitorioso, poderá afetar as conversas futuras dentro do partido.

“Não existe disputa pela presidência. O presidente do Diretório do MDB em Cuiabá é Francisco Faiad. Ele ganhou as eleições, recuperamos uma vaga na Câmara, elegemos o presidente da Câmara. Não há possibilidade de conversar sobre MDB se tirarem Faiad da presidência. Tem que reconhecer a força e a legitimidade desse grupo. Vamos identificar o porque da traição. Cuiabá e Mato Grosso precisa muito mais”, comentou o prefeito.

Por último, Pinheiro ainda reforça que está chateado com os deputados do MDB que não ligaram para ele e nem pensaram em pedir vistas para estudar um projeto que fala exclusivamente de um modal que será implantado em Cuiabá. Na visão do prefeito, os parlamentares são muito governistas e isso precisa mudar.

“Não existe a possibilidade de o partido crescer sendo governista como está. Contra o servidor, contra a população, eu não aceito um partido que aceite o amém e os caprichos do governador do estado. Pode apoiar, mas aceitar sempre não dá. Respeitem a população cuiabana, nenhum deles poderiam votar o modal sem consultar o prefeito. Eles vão tomando as decisão, ninguém anda de ônibus e nem mora aqui em Cuiabá. Por fim, não quer sair do MDB e quero ajudar o partido a voltar às suas origens”, concluiu.

Fonte: Olhar Direto – Max Aguiar

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