Execução de morador de rua teria sido flagrada por câmera e empresário alega ter atirado em matagal


0

Suspeito de matar um morador em situação de rua, o empresário Rafik Samir Feguri, de 42 anos, alegou ter atirado no matagal por cima do muro onde mora, no bairro Consil, em Cuiabá. Ele foi preso na segunda-feira (18), por porte ilegal de arma de fogo.

A prisão do empresário aconteceu por volta das 15h. Segundo informações da Polícia Militar, a equipe recebeu informações de que Rafik teria retornado ao seu estabelecimento comercial ao lado de um posto de combustíveis.

A PM conseguiu contato via celular com o suspeito, que teria se prontificado a sair na porta de sua residência. Em busca no interior da casa, os policiais encontraram uma pistola com dois carregadores e 16 munições intactas embaixo de um armário no quarto.

Na ocasião, Rafik apresentou imagens do sistema de videomonitoramento em que aparece atirando duas vezes logo depois que uma pessoa passa na rua, por volta das 19h50. Em conversa com os militares, ele alegou que atirou no matagal por cima do muro. No entanto, a situação não teria aparecido nas imagens.

Diante da situação, o suspeito foi encaminhado para a Central de Flagrantes com uso de algemas.

O crime

O morador em situação de rua, Cilce Pereira da Silva, 63 anos, foi morto na noite de sábado (15). O motivo do assassinato ainda é desconhecido, mas testemunhas desconfiam que houve uma discussão entre o empresário, que é dono de uma cervejaria, e a vítima. Pouco tempo após o início do bate-boca, o homem teria sacado a arma e atirado.

Em seguida, o empresário teria fugido do local e não foi mais localizado. O crime ocorreu nos fundos do posto de gasolina que fica em frente à Rodoviária Cássio Veiga de Sá. Conforme a descrição do boletim de ocorrências, o corpo estava em um terreno baldio, próximo ao Hotel Skala.

A vítima chegou a ser socorrida com vida e encaminhada pelo ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas morreu algumas horas depois.

O caso é investigado pelo delegado Marcel Gomes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Fonte: Olhar Direto – Fabiana Mendes

Deixe um comentário