Justiça decreta sigilo em inquérito que investiga Wellington Fagundes com base em delação

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Waldemir Barreto/Agência Senado Fonte: Agência Senado
CAMARA VG

A Justiça Eleitoral decretou sigilo em inquérito em face do senador Wellington Fagundes (PL), alvo por suposto recebimento de R$ 300 mil nas eleições de 2014. Informação foi delatada pelo colaborador premiado Joesley Batista, sócia da empresa JBS. Conforme apurado pelo Olhar Jurídico, o segredo foi decretado justamente pelo inquérito contar com informações provenientes de delações.

Recentemente Polícia Federal se manifestou afirmando que ainda são necessárias as oitivas do deputado federal Neri Geller, do empresário Joesley Batista e de Ricardo Saud, ex-executivo da JBS. Oitivas são aguardadas para obter maiores elementos acerca dos fatos descritos.

Já consta no inquérito pesquisas nos bancos de dados de sistemas corporativos disponíveis na Polícia Federal, bem como em sistemas cartorários do Estado de Mato Grosso e em fontes abertas, reunindo os endereços dos futuros depoentes.

Segundo informações apresentadas pelo Ministério Público no inquérito, montante foi recebido em espécie e não foi declarado oficialmente na prestação de contas. Pagamento supostamente serviu em troca de “evitar retaliações ou dificuldades para as empresas” e “garantir a boa vontade e facilidade de contratos para futuros pleitos empresariais”.

Fagundes chegou a requerer no fim de 2020 sigilo da investigação alegando tratar-se de “pessoa pública, com forte exposição na mídia”, submetido a “riscos de constrangimentos desnecessários, que em nada contribuiriam para o deslinde do feito”.  Decisão do juiz eleitoral Jorge Alexandre Martins Ferreira negou, na ocasião, o requerimento.

 

Fonte: Olhar Direto 

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