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Madrasta acusada de envenenar enteada de 11 anos alega inocência e diz ter medo de morrer na cadeia

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Jaira Goncalves de Arruda Oliveira, suspeita de envenenar e provocar a morte da enteada, Mirella Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos, em 2019, negou ter cometido o crime. O julgamento dela, no Tribunal do Júri, começou nesta quinta-feira (9). O último depoimento de ontem foi o dela. Jaira disse que tem medo de morrer no presídio, por causa do crime que é acusada. O julgamento continua nesta sexta-feira (10), com os debates.

Várias testemunhas foram ouvidas ontem (9), como a avó de Mirella, Claudina Chue Marques, médicas e uma enfermeira que tiveram contato com a menina, e o pai da vítima, José Mario, que chorou em sua oitiva e disse que perdeu todos que amava. Sem pai, sem mãe, sem a filha e sem a esposa (que morreu no parto) ele disse que quer Justiça, para que consiga passar pelo luto.

Jaira foi a última ouvida. Ela relatou que cuidava de Mirella, que era uma criança meiga, alegre e bem educada. Em vários momentos do depoimento Jaira chorou. Ela disse que amava a menina como ama seus outros filhos, é como se fosse sua filha. A madrasta contou que era parte da família, gastou R$ 5 mil em um aniversário para a enteada e lutou na Justiça para que seus sogros recebessem atendimento médico.

A madrasta nunca mencionou que a criança foi envenenada, sempre falava “quando ela estava doente”. O Ministério Público fez questão de reforçar que Mirella foi envenenada. O depoimento de Jaira contradisse o de várias outras testemunhas ouvidas ontem. Ela afirmou que os outros mentiram. A madrasta foi questionada se tem medo de morrer no presídio, e ela respondeu que sim.

“Eu não fiz isso. Não posso afirmar quem fez, não vou julgar os outros para não passarem pelo que estou passando […] só eu sei o que passei naquele lugar [cadeia], não desejo isso para ninguém, acusada de matar uma criança, é horrível”, disse Jaira.

Fonte: Olhar Jurídico

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