Fala meu Povo MT

Mauro Mendes estaria sendo ‘disputado’ entre Moro e Bolsonaro; governador nega

Reprodução

Reportagem d’O Globo, publicada nesta segunda-feira (27), inclui Mauro Mendes (DEM) com um dos governadores disputados pelo presidente Bolsonaro (PL) e o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (PODE) no palanque das eleições de 2022. O chefe do executivo de Mato Grosso entra na lista junto a Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná. Segundo a matéria, Moro ainda tenta atrair o ‘União Brasil’, partido que surgirá da fusão entre DEM e PSL e ao qual Mauro deve estar filiado no próximo ano.

Na última semana, o governador, no entanto, disse que a aproximação é mais especulação do que fato. Em muitos estados, as conversas adiantas para que o União indique o vice na chapa de Moro, tem causado descontentamento e até mesmo um racha. Apesar disso, Mauro afirma não acompanhar a questão e aponta muita especulação.

“Eu não tenho detido e nem tido muito tempo pra analisar o cenário nacional. Eu tenho dificuldade de encontrar tempo para analisar o cenário estadual, o que dirá ficar observando e emitindo opinião sobre o cenário federal. Os partidos, a nível nacional, se organizam nesse sentido. Então, é natural que os nossos presidentes nacionais façam esse diálogo, às vezes sou convidado a ir lá conversar, mas por enquanto acho que é muito mais especulação do que fato”, declarou.

Leia a íntegra da matéria d’O Globo:

SÃO PAULO – A entrada do ex-juiz Sergio Moro (Podemos) na corrida presidencial pode enfraquecer os palanques estaduais do presidente Jair Bolsonaro (PL). As candidaturas disputam o apoio de pelo menos dois governadores: Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná.

Além disso, a campanha do ex-ministro bolsonarista trabalha para atrair outros três chefes do Executivo estadual que estiveram com o presidente em 2018: Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás, Mauro Mendes (DEM), de Mato Grosso, e Marcos Rocha (PSL), de Rondônia. Eles devem integrar o União Brasil, partido que surgirá a partir da fusão de DEM e PSL e que tem sido alvo de investidas de Moro.

Na eleição de 2018, Bolsonaro teve apoio explícito de 12 dos governadores eleitos. O mineiro Zema chegou a pedir votos para o presidente em um debate. Agora, procura manter distância. Em novembro, Moro o convidou para formar uma aliança. O mineiro, porém, vem afirmando que apoiará o pré-candidato do Novo, Luiz Felipe d’Ávila.

Apesar disso, o governador manteve acenos ao presidente. Num evento ao lado de Bolsonaro, no fim de setembro, ele tirou a máscara que usava e foi aplaudido pela claque bolsonarista.

Outro antigo aliado de Bolsonaro que está dividido é Ratinho Jr. O entorno de Moro diz acreditar que, no estado berço da Operação Lava-Jato, o senador Álvaro Dias (Podemos) e o governador estarão no mesmo palanque. Ainda assim, a decisão depende de arranjos. O PSD também lançou um pré-candidato, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG).

O governador, porém, não fechou as portas com o presidente. Em outubro, estiveram juntos na inauguração da ampliação de um aeroporto em Maringá.

Olho no União Brasil

Uma costura tramada por Podemos e uma ala do PSL pode tirar outros antigos aliados de Bolsonaro. O vice-presidente nacional do partido, que deve se fundir com o DEM, Júnior Bozzella, tem defendido uma coalizão em torno de Moro, o que poderia levar ao palanque do ex-ministro mais três governadores. Bozella e Renata Abreu, presidente do Podemos, já conversaram sobre o assunto em São Paulo.

— Em São Paulo, Rio e Minas precisamos pensar bem a estratégia (de palanques estaduais), porque é onde dá pra tirar os 35% para botar ele (Moro) no segundo turno. (É preciso) pensar se não valeria uma candidatura ou aliança — diz Renata.

Se em Minas Gerais e no Paraná a disputa de Bolsonaro é com um adversário, Moro, pelo mesmo palanque, em São Paulo e no Rio Grande do Sul, por sua vez, o bolsonarismo está dividido entre candidatos do seu próprio campo. O deputado Giovani Cherini, presidente do PL gaúcho, assumiu a coordenação da pré-campanha de Onyx Lorenzoni, que deve se filiar ao PL em março e concorrer contra o senador Luís Carlos Heinze (PP), também aliado de Bolsonaro.

— Se os dois candidatos saírem, o eleitor bolsonarista vai ver quem tem mais chance de ganhar, e aí vai ter uma debandada para o lado desse candidato — diz Cherini.

Apoio divididoJá em São Paulo, o cenário depende de uma série de definições. Enquanto Bolsonaro quer lançar seu ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, prepara também sua candidatura. Os dois não estão rompidos, mas também não vivem o melhor momento, e aliados de Weintraub já se preparam para uma empreitada sem apoio presidencial.

O governo federal espera contar com o apoio dos governadores do Rio, Cláudio Castro (PL), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (DF). Além de Tarcísio e Onyx, deve apadrinhar as candidaturas de Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, João Roma (Republicanos), na Bahia, e Vitor Hugo (PSL), em Goiás. (Colaboraram Bianca Gomes e Camila Zarur)

Fonte: Olhar Direto

 

Sair da versão mobile