Menino indígena de 8 anos é a primeira criança vacinada contra Covid-19 no Brasil

Aplicação aconteceu em ato simbólico nesta sexta-feira, 14, no Hospital das Clínicas; outros sete jovens também foram imunizados

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Reprodução

O Estado de São Paulo vacinou a primeira criança contra a Covid-19 nesta sexta-feira, 14. A imunização aconteceu durante ato simbólico do governo estadual, realizado no Hospital das Clínicas, e contou com a presença do governador João Doria (PSDB).

O tucano é o pré-candidato do partido à Presidência da República. O primeiro vacinado foi o indígena Davi Seremrámiwe Xavante, de 8 anos. Além dele, outras sete crianças com idades entre 5 e 11 anos, pertencentes aos grupos prioritários, foram vacinadas em seguida.

“Praticamente um ano atrás, no dia 17 de janeiro, vacinamos aqui a primeira pessoa brasileira, a enfermeira Mônica Calazans. Essa foi a enfermeira que deu a vacina na Mônica. E a Jéssica vai dar também a primeira vacina do Brasil a uma criança, que é este jovem, da etnia Xavante, a primeira criança brasileira a receber a vacina da Pfizer para a sua imunização.

É um momento histórico para o Brasil. No mesmo local, no Hospital das Clínicas, onde vacinamos uma enfermeira, negra, mulher, a Monica, no dia 17 de janeiro, praticamente um ano depois, estamos vacinando a primeira criança, da etnia Xavante, que está em tratamento aqui em São Paulo, mora em Piracicaba, e que está aqui para receber a vacina”, disse Doria.

Após a imunização, o cacique Jurandir Siridiwe, pai de Davi, agradeceu ao governador paulista pelo início da campanha de vacinação do público infantil. “Muito obrigado pela atenção, pelo olhar [para a população indígena], porque no Brasil ainda temos essa invisibilidade.

Agradeço a compreensão, essa visibilidade, o diálogo”, disse. “Temos que tomar a vacina, não esquecer o uso da máscara, o distanciamento. Com certeza, a nova geração, a criançada, estará em segurança quando as aulas voltarem, com saúde, brincando e sorrindo. Você está de parabéns, muito obrigado, governador”, seguiu o indígena.

 

Fonte: Jovem Pan

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