Com desempenho em queda, construção civil em MT vê custos aumentarem


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Fernando Frazão / Agência Brasil

Enfrentando problemas que passam por questões como falta ou alto custo da matéria-prima e elevada carga tributária, a construção civil em Mato Grosso tem visto seu desempenho cair nos últimos meses. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que, em maio de 2022, o setor registrou variação de -12% na utilização da capacidade quando comparado ao mesmo período do ano de 2021.

 

Conforme levantamento da CNI, os empresários têm apontado que as razões são variadas. No ranking de principais problemas enfrentados pelo setor o 1º lugar, com 40,09%, é ocupado pela falta ou alto custo da matéria-prima. Como explica a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, trata-se de problema nacional que vem se arrastando desde o começo da pandemia de covid-19, mas piorou em 2022 por questões como a guerra na Ucrânia.

 

O segundo problema mais assinalado pelos empresários é a inadimplência dos clientes (27,30%), seguido da falta ou alto custo da mão de obra não qualificada (27,30%). Este terceiro lugar pode ser entendido também como uma consequência da pandemia. Conforme Pedro Máximo, gerente de economia da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), houve uma mudança na procura de residências por conta do tempo em que as pessoas passaram a ficar em casa.

 

“Nas construção, as pessoas estão demandando casas maiores, casas horizontais com espaços maiores para as famílias ficarem mais tempo dentro de casa. Havia antes mais pessoas interessadas em condomínios verticais, por exemplo. Os novos modelos exigem mais mestres-de-obra, mais pedreiros e profissionais em geral mais qualificados. Quando a dinâmica muda, há tendência de aumento de preço”, explica.

 

Além disso, também aparecem na lista da CNI para o estado de Mato Grosso: elevada carga tributária (18,20%); competição desleal (informalidade, contrabando, etc) (18,20%); taxa de juros elevadas (18,20%); falta ou alto custo de energia (13,60%); burocracia excessiva (13,60%); condições climáticas (13,60%); falta de capital de giro (9,10%); licenciamento ambiental (9,10%); demanda interna insuficiente (9,10%); falta ou alto custo de equipamentos de apoio (9,10%) e insegurança jurídica (4,50%).

FONTE:PNB ONLINE

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