O vereador Jeferson Siqueira (PSD) admitiu que a moção de aplausos concedida a Gilmar Machado da Costa, conhecido como Gilmarzinho, morto em confronto com a polícia, foi proposta por seu filho, que atuava como assessor parlamentar em seu gabinete. Segundo Siqueira, a homenagem foi feita sem sua autorização ou o conhecimento de sua equipe. Ele afirmou que a inclusão de Gilmarzinho na lista de homenageados foi uma iniciativa do assessor, que estava no cargo devido a sua indicação, e que o caso passou despercebido no evento realizado em 2 de março.
A situação se tornou pública durante as discussões sobre a eleição para a Mesa Diretora no fim do ano passado e voltou a ser questionada após a morte de Gilmarzinho. Além disso, foi revelado que Jeferson havia empregado o filho de Gilmarzinho, o que gerou repercussão negativa. O vereador justificou a exoneração do assessor no ano passado, explicando que a medida não foi motivada pela relação do jovem com um criminoso, mas pela imagem negativa gerada para seu gabinete devido à homenagem.
O caso de Gilmarzinho, envolvido em atividades criminosas e alvo da Operação Aqua Ilícita, deflagrada em março, revelou uma organização que controlava a comercialização de água mineral de forma ilícita. Gilmarzinho, com um histórico de prisão por tráfico de drogas, estava entre os líderes dessa facção criminosa. Seu filho, que trabalhou por aproximadamente nove meses como assessor, foi nomeado em fevereiro de 2024 e exonerado em novembro do mesmo ano.
FONTE – RESUMO