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Júlio Campos traz à tona o suporte à Ditadura Militar e faz uma brincadeira sobre as opiniões conservadoras de Abilio e Flávia Moretti: “ainda são inexperientes”

Foto: AL-MT

Júlio Campos ironiza Abilio e Flávia Moretti e diz que “direita raiz” vem da ditadura militar

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) criticou, nesta sexta-feira (18), os prefeitos de Cuiabá e Várzea Grande — Abilio Brunini e Flávia Moretti, ambos do PL —, que se apresentam como representantes da chamada “direita raiz”. Em tom irônico, o ex-governador de Mato Grosso minimizou a trajetória política dos dois gestores e afirmou que eles são “recém-chegados” à política, enquanto ele e seu grupo seriam os “verdadeiros direitistas”, com raízes que remontam ao período da ditadura militar.

“Essa fofoca de Abilio, Flávia Moretti e outros recém-entrados na política falando de direita, direita raiz… Nós que somos a verdadeira direita raiz, que fomos da Arena, na época do regime militar, depois do PDS, do PFL, do Democratas e agora do União Brasil”, declarou o parlamentar, ao reforçar seu alinhamento histórico com a direita brasileira.

Ao comentar a atuação de Abilio e Flávia, Campos disparou: “Esse pessoal recém-chegado, bebê com cueiro, usando fralda, achar que é dono [da direita]? Isso prejudica a democracia brasileira”.

A fala do deputado ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passe a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, como parte de medidas da operação que investiga suposta tentativa de golpe.

Questionado sobre o futuro da direita no Brasil, Júlio Campos aproveitou a oportunidade para alfinetar Abilio, considerado um dos principais defensores de Bolsonaro em Mato Grosso, e sua aliada, Flávia Moretti, que também se apresenta como representante do bolsonarismo em Várzea Grande.

Com carreira iniciada durante o regime militar, Júlio Campos relembrou as siglas pelas quais passou e que, segundo ele, formam a base da direita brasileira: a Arena (Aliança Renovadora Nacional), que deu sustentação à ditadura; o PDS (Partido Democrático Social), que sucedeu a Arena; o PFL (Partido da Frente Liberal), fundado na redemocratização; e o Democratas (DEM), que posteriormente se fundiu ao PSL, formando o União Brasil.

 

 

Da Redação com informações do Olhar Direto

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