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Cidade 21 de setembro de 2017

Contra privatização, servidores dos Correios entram em greve

Midia News Os funcionários dos Correios de Mato Grosso iniciaram uma greve por tempo indeterminado, nesta quarta-feira (20), em todo o Estado. Apenas 30% dos serviços estão funcionando na agências. A decisão atende a um pedido da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect). Além de Mato Grosso, a

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Os funcionários dos Correios de Mato Grosso iniciaram uma greve por tempo indeterminado, nesta quarta-feira (20), em todo o Estado. Apenas 30% dos serviços estão funcionando na agências.

A decisão atende a um pedido da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

Além de Mato Grosso, a greve atinge outros 20 estados e o Distrito Federal.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais (Sintect) de Mato Grosso, Edmar Leite, entre os motivos da greve estão o fechamento de agências em todo o país, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos, falta de concurso público, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas.

A categoria também exige um reajuste de remuneração de 8% e R$ 300 de acréscimo linear aos salários.

“Não vamos retornar aos trabalhos até que a empresa e Governo Federal nos dêem uma posição sobre as reivindicações. O que eles querem é proporcionar um sucateamento, para fazer que a gente não tenha condições de atender bem a população, e assim crescer o senso comum de que a saída seria a privatização. Se houve privatização, quem perde não são só os trabalhadores, mas toda a população, pois não haverá agências em todos os municípios, nos bairros periféricos. Vão visar ao lucro”, disse.

Em Cuiabá, o sindicalista afirmou que os trabalhadores preparam uma manifestação, na Praça da República, em frente à agência central dos Correios, para a tarde de quinta-feira (21).  

“Mesmo tendo salários mais baixo das empresas federais, um carteiro, por exemplo, tem salário-base de R$ 1,4 mil. Estamos brigando para não ter privatização, para ter concurso e, assim, atender bem a população”, completou Edmar Leite.

 

Crise na empresa

Os Correios anunciaram, em março, o fechamento de 250 agências, apenas em municípios com mais de 50 mil habitantes, além de uma série de medidas de redução de custos e de reestruturação da folha de pagamentos.

Em abril, o presidente da empresa, Guilherme Campos, afirmou que a demissão de servidores concursados já era estudada.

Segundo ele, os Correios não têm condições de continuar arcando com sua atual folha de pagamento, e contratou um estudo para calcular quantos servidores teriam que ser demitidos para que o gasto com a folha fosse ajustado.

Em março, o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, afirmou que, se a empresa não promovesse o "equilíbrio rapidamente", caminharia para um processo de privatização.

 

 

redaçao

Redação do Fala Meu Povo MT.

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