Comissão vai inventariar famílias pioneiras de Cuiabá
Uma das subcomissões do projeto Cuiabá 300 Anos, responsável por inventariar a formação da população cuiabana, realizará um Workshop no dia 04 de dezembro, às 19h, no Cine Clube Coxiponés, na Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O evento tem como objetivo, mostrar ao público como será realizado o trabalho e de que

Uma das subcomissões do projeto Cuiabá 300 Anos, responsável por inventariar a formação da população cuiabana, realizará um Workshop no dia 04 de dezembro, às 19h, no Cine Clube Coxiponés, na Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O evento tem como objetivo, mostrar ao público como será realizado o trabalho e de que forma cada cidadão poderá contribuir com registros e documentos. A conclusão desse mapeamento resultará na edição de um catálogo de famílias cuiabanas e na condecoração daqueles que o integrarem, ou seja, dos primeiros que se fixaram em Cuiabá.
O Workshop será aberto ao público, com apresentação coordenada pelo professor e historiador Antônio Ernani Pedroso Calhao. Pesquisadores e especialistas estarão entre os participantes.
“Temos a responsabilidade de buscar os fundadores de Cuiabá, as primeiras pessoas, não apenas aqueles que os livros retratam, mas tantos outros anônimos que fizeram parte da fundação de Cuiabá. O Workshop é para apresentar a metodologia desse trabalho, que contará com um site para facilitar essa busca de conteúdo, uma vez que os interessados farão os registros”, explicou a historiadora e integrante do Núcleo de Ações Voluntárias (NAV), do Governo do Estado, Neila Barreto, que preside a Comissão Famílias Pioneiras .
O mapeamento da formação das famílias cuiabanas faz parte das ações em prol dos 300 anos de fundação de Cuiabá que serão comemorados em 2019. A ideia é descobrir quem são essas pessoas, de onde e quando vieram, o que fizeram. Uma espécie de túnel do tempo, viajar na memória dos fatos históricos ou vivenciados, uma vez que muitos destes cidadãos, como lavadeiras, ferreiros, benzedeiras, rezadeiras, amas de leite, parteiras e tantos outros que tiveram representatividade mas não constam nos registros.
Para desenvolver o mapeamento foi estabelecido um critério de temporalidade: Período Colonial (1.700 a 1.822), Período Monárquico (1.822 a 1.889) e Período Republicano (1.889 a 1.977 – data da divisão do Estado de Mato Grosso).
“O governador irá condecorar os troncos (origem) das famílias que aqui chegaram e que ajudaram a construir Cuiabá. Para isso, essa necessidade de construir esse material que nos ajudará a identificar cada uma”, explicou dona Eda Taques, presidente da NAV.
No estado, a coordenação geral dos trabalhos comemorativos dos 300 anos de fundação de Cuiabá está sob responsabilidade da professora Cely de Almeida.
Plataforma digital
De acordo com Cely Almeida, um site acoplado ao do Arquivo Público do Estado será disponibilizado para que os interessados possam fazer seus registros. No entanto, para atestar a veracidade dos fatos será necessário anexar cópia de documentos junto à informação.
“O secretário de Gestão Júlio Modesto vai disponibilizar o site para ajudar nesse trabalho e a superintendente do Arquivo Público Vanda da Silva também está de acordo. Isso já está adiantado”, disse Cely.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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