Gilmar Mendes diz que financiamento de campanha é origem dos ‘mais assombrosos escândalos’
Ao presidir a sua última sessão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, 1°, o ministro Gilmar Mendes defendeu a necessidade de uma ampla reforma política e afirmou que os "escândalos de corrupção mais assombrosos" do País tiveram ligação como o modelo de financiamento de campanha. "Como eu já disse aqui, muitas vezes a prestação de contas

Ao presidir a sua última sessão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira, 1°, o ministro Gilmar Mendes defendeu a necessidade de uma ampla reforma política e afirmou que os "escândalos de corrupção mais assombrosos" do País tiveram ligação como o modelo de financiamento de campanha. "Como eu já disse aqui, muitas vezes a prestação de contas se transforma num faz de conta", afirmou.
Para Gilmar, a solução para esse tipo de problema passa pelo TSE. No ano passado, o ministro se envolveu diretamente nas discussões dobre a reforma política no Congresso, defendendo a adoção da lista fechada.
Gilmar tomou posse como presidente da corte eleitoral em maio de 2016. Essa foi a segunda vez que ele presidiu o TSE. Além das eleições municipais, teve como desafio comandar o tribunal durante o primeiro julgamento de cassação de uma chapa presidencial.
Em junho do ano passado, após o impeachment de Dilma Rousseff, o TSE livrou o presidente Michel Temer de perder o mandato por 4 votos a 3. Coube a Gilmar o voto que desempatou o julgamento. A chapa era acusada de usar dinheiro ilícito na campanha de 2014. A ação havia sido movida pelo PSDB.
Na presidência do TSE, o ministro também deu declarações polêmicas sobre a Lei da Ficha Limpa. Em uma ocasião, disse que a legislação era tão mal elaborada que parecia ter sido feita por bêbados.
Nesta quinta, no entanto, afirmou que o entendimento sobre a norma está consolidado e que condenados em segunda instância, como é o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão inelegíveis.
Gilmar Mendes será substituído na presidência do TSE por Luiz Fux, que toma posse na próxima terça-feira, 6. O ministro fica no cargo até agosto, quando será substituído pela ministra Rosa Weber, que comandará o tribunal durante as eleições gerais.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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