Risco de racionamento gera filas em postos de combustível em Cuiabá

Paralisação dos caminhoneiros, que ocorre desde segunda, provocou falta de gasolina, etanol e diesel

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Alair Ribeiro/MídiaNews

A informação de que gasolina, etanol e diesel estavam em falta na Capital provocou filas gigantescas de veículos nos postos de combustível.

A escassez é consequência da manifestação dos motoristas de caminhão que ocorre em todo País desde segunda-feira (21). A paralisação foi convocada pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) contra o aumento do diesel.

Na tarde desta quinta-feira (24), quarto dia de protestos, o motociclista Francisco Carlos Ribeiro foi em busca de estabelecimentos para abastecer sua moto.

“Tem fila para tudo quanto é lado. Já rodei cinco postos e só agora consegui achar”.

Apesar da dificuldade enfrentada pelo motociclista para abastecer seu veículo, ele ainda apoia a paralisação. "Chegou a hora de mudar", disse.

Outro motorista ouvido pela reportagem disse que havia procurado outros três postos e que não encontrou o insumo.

“Não tinha combustível em nenhum deles. Mesmo assim, vou torcer para essa paralisação durar mais 20 dias. Agora, ou vai ou racha!”, disse Adilson, que não revelou o sobrenome.

Daniele Regina também sofreu para achar um posto onde houvesse combustível. "Abasteci ontem, mas hoje voltei com medo de acabar. Na Avenida do CPA, já tinha dois postos fechados", disse, enquanto aguardava para abastecer em um estabelecimento na Avenida Miguel Sutil.

Na manhã desta quinta-feira, a reportagem do MidiaNews percorreu mais de 10 postos em Cuiabá – e em nenhum havia mais etanol. Outros, além do etanol, não tinha gasolina ou diesel.

Postos de Combustível - Greve

Em alguns, os funcionários anunciavam a falta de combustível com placas ou em pedaços de papel. 

Paralisação

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, em Mato Grosso as manifestações têm sido pacíficas e já atingem 25 pontos.

No Estado veículos de passeio, ambulâncias, ônibus e pesados com cargas vivas ou perecíveis estão com passagem liberada. Apenas os pesados com cargas não perecíveis estão sendo impedidos.

Além da redução do diesel, os caminhoneiros querem zerar o PIS/Cofins e a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) do diesel.

 

Fonte: Mídia News

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