Adolescente mãe de bebê indígena enterrada viva diz que quer ficar com a menina
A adolescente indígena de 15 anos, Maialla Paluni Kamayura Trumai, mãe da bebê Analu Paluni Kamayura Trumai, que foi enterrada viva pela bisavó no último dia 5 de maio, afirmou ao delegado Deuel Paixão de Santana, que investiga o caso, que tem desejo em ficar com a filha. A Polícia Civil afirmou que a garota

A adolescente indígena de 15 anos, Maialla Paluni Kamayura Trumai, mãe da bebê Analu Paluni Kamayura Trumai, que foi enterrada viva pela bisavó no último dia 5 de maio, afirmou ao delegado Deuel Paixão de Santana, que investiga o caso, que tem desejo em ficar com a filha. A Polícia Civil afirmou que a garota não sabia das intenções de sua mãe e avó e que sempre quis a criança.
O inquérito conduzido pelo delegado Deuel de Santana foi concluído nesta segunda-feira (11). Ele será encaminhado ao Ministério Público, mas a Polícia Civil ainda deve continuar apurando o caso por meio de procedimentos suplementares, já que o delegado suspeita da existência de mais envolvidos.
Durante seu depoimento ao delegado, a jovem Maialla declarou que sempre quis a filha e que não irá abrir mão dela. Segundo a polícia ela não sabia das intenções de sua mãe e de sua avó com relação à tentativa de assassinato do bebê.
Ela disse também que manteve relacionamento com o pai de Analu escondida dos pais, mas que ele já se casou com outra moça indígena. O pai da criança ainda deve ser interrogado.
O caso
Na terça-feira (05), a Polícia Civil foi informada de um feto/recém nascido que teria sido enterrado em uma residência, e deslocou para o endereço (rua Paraná) em conjunto com a Polícia Militar.
Ao iniciar escavação em busca do corpo, os policiais ouviram o choro do bebê e constaram que a criança estava viva. A bebêfoi socorrida e encaminhada para socorro médico imediato.
A bisavó da bebê, , Kutsamin Kamayura, 57, foi presa na manhã de quarta-feira (06) e na ocasião, alegou que a criança não chorou após o nascimento, por isso acreditou que estivesse morta e, segundo costume de sua comunidade, enterrou o corpo no quintal, sem acionar os órgãos oficiais.
Em continuidade às investigações, a Polícia Civil com oitivas de testemunhas envolvidas no caso, apurou a conduta e participação da avó da vítima, a indígena Tapoalu Kamayura, 33.
Ela tinha conhecimento da gravidez da filha de 15 anos, em razão da adolescente ser solteira e o pai da criança já ter casado com outra indígena. Durante todo período gestacional também ministrou chás abortivos para interromper a gravidez, segundo os depoimentos colhidos. Ela foi presa após uma ordem judicial.
Fonte: Mídia News
Redação do Fala Meu Povo MT.
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