Riva é condenado a mais de 17 anos de prisão em processos da Arca de Nóe
O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Riva, foi condenado pelo juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, a 17 anos e 9 meses prisão. A decisão foi estabelecida de forma conjunta, de todos os nove processos. Apesar do regime inicial ser fechado, ele poderá recorrer em liberdade. "Ante o exposto, julgo procedente

O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Riva, foi condenado pelo juiz Marcos Faleiros, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, a 17 anos e 9 meses prisão. A decisão foi estabelecida de forma conjunta, de todos os nove processos. Apesar do regime inicial ser fechado, ele poderá recorrer em liberdade.
"Ante o exposto, julgo procedente o pedido do Ministério Público com o fim de condenar o réu José Geraldo Riva pela prática dos crimes previstos no art. 312 do CP e art. 1º, V, da Lei nº 9.613/98, sujeitando-o à pena privativa de liberdade de 17 (dezessete) anos, 9 (nove) meses e 9 (nove) dias de reclusão e 200 (duzentos) dias-multa, fixado o valor do dia-multa em 01 (um) salário mínimo, pena que será cumprida em regime inicialmente fechado, devendo aguardar em liberdade o julgamento em segundo grau, de acordo com jurisprudência do STF", diz trecho da decisão do magistrado.
A Operação Arca de Noé, deflagrada em 2002 pela Polícia Federal em conjunto com outros órgãos de investigação para desmantelar o crime organizado em Mato Grosso chefiado na ocasião pelo bicheiro e agiota João Arcanjo Ribeiro.
Contra Riva pesam denúncias de que enquanto presidente e 1º secretário da Assembleia Legislativa, autorizou a emissão de cheques para empresas fantasmas, os quais foram descontados nas factorings de João Arcanjo e assim quitar dívidas de campanha eleitoral e desviar dinheiro público.
Em março de 2017, Riva sofreu seu primeiro golpe duro: foi condenado a 21 anos e 08 meses de prisão, com 516 dias multa, por peculato e lavagem de dinheiro em um dos processos oriundos da "Operação Arca de Noé.
Dois meses depois, pela mesma ação penal, foi condenado a 22 anos e quatro meses por desvio de recursos da AL, mediante factoring pertencente ao ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro.
As perspectivas de José Geraldo Riva são bastante negativas. Ele responde mais de 100 processos cíveis e criminais por corrupção. Sendo cálculos feitos pelo site O Globo, o cálculo do suposto desvio da AL por ele cometido supra os R$ 65 milhões.
Somente pela "Operação Arca de Noé", Riva responde a 80 processos. Como a pena máxima para as acusações contra ele (naquelas açõs) são de 12 anos, o ex-parlamentar pode pegar até 960 anos de reclusão, um caso raro à nível nacional.
Fonte: Olhar Direto
Redação do Fala Meu Povo MT.
Mais em Política
Ver editoriaAbilio Brunini descarta falhas do PL em Mato Grosso e aponta avanço de 150 mil votos da direita
Prefeito de Cuiabá compara resultados das eleições de 2022 e 2026, destaca a manutenção da maioria conservadora no estado e rejeita…
CuiabáPM prende nove por invasão de propriedade no Contorno Leste; denúncia apontava cerca de 50 pessoas no local
Policiais militares do 1º Comando Regional prenderam em flagrante, nesta segunda-feira (26), nove homens suspeitos de invasão de…
CuiabáAbilio descarta fim do bolsonarismo e aponta novas lideranças para a direita
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), descartou a possibilidade de o bolsonarismo perder força no cenário político nacional e afirmou…

