Em 4º dia de buscas, 280 bombeiros atuam em Brumadinho
No 4º dia de buscas em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, aproximadamente 280 bombeiros trabalham nas buscas após o rompimento da barragem da Vale. Desde 4 horas desta segunda-feira, 28, os profissionais atuam na área que deixou pelo menos 60 mortos, sendo 19 corpos já…

No 4º dia de buscas em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, aproximadamente 280 bombeiros trabalham nas buscas após o rompimento da barragem da Vale. Desde 4 horas desta segunda-feira, 28, os profissionais atuam na área que deixou pelo menos 60 mortos, sendo 19 corpos já identificados. Há 292 desaparecidos e 382 pessoas localizadas.
Neste domingo, 27, a Defesa Civil de Minas Gerais informou que os donativos arrecadados em quase 72 horas após o rompimento da barragem em Brumadinho já são suficientes e que não é mais necessário o envio de mais materiais.
⚠️ Importante: donativos Brumadinho‼️ pic.twitter.com/v4pEKtKBzT
— Bombeiros_MG (@Bombeiros_MG) January 28, 2019
Entenda a tragédia
A barragem da mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, localizada em Brumadinho, se rompeu na tarde de sexta-feira, 25, deixando mortos, feridos e desaparecidos.
A onda de rejeitos de minério de ferro atingiu a área administrativa da empresa e a comunidade da Vila Ferteco. O rompimento ocorreu na Barragem 1, que foi construída em 1976 e tem volume de 12,7 milhões de m³. Segundo a Vale, a barragem tinha encerrado as atividades há cerca de três anos, pois o beneficiamento do minério na unidade é feito à seco.
Vítimas
No dia do desastre, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse que os funcionários seriam os mais afetados. Ele informou que cerca de 300 funcionários estavam no prédio administrativo e no restaurante da empresa, mas que 100 já tinham feito contato.
A primeira vítima identificada foi a médica do trabalho Marcelle Porto Cangussu, de 35 anos. Ela trabalhava na Vale desde 2015.
Causas
Ainda não se sabe o que causou o rompimento da barreira. Uma vistoria realizada em dezembro não apontou problemas em sua estrutura e a barragem era considerada de "risco baixo".
Bloqueio
A Justiça já decretou bloqueios de R$ 11 bilhões da Vale. Na própria sexta-feira, 25, dia do rompimento da barragem, o juiz de plantão da Vara de Fazenda Pública de Belo Horizonte, Renan Carreira Machado, determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão nas contas da Vale. A decisão foi concedida em tutela de urgência em resposta a uma ação do governo de Estadual de Minas Gerais, que havia acionado a Vale, pedindo sua responsabilização pelo desastre.
Depois, a Justiça mineira decretou um bloqueio de R$ 5 bilhões para a reparação de danos ambientais pelo rompimento da barragem. Neste domingo, a Justiça mineira deferiu liminar determinando um novo bloqueio de mais R$ 5 bilhões da mineradora para garantir a reparação dos danos às pessoas atingidas no município após o desastre.
Fonte:Portal MSN
Redação do Fala Meu Povo MT.
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