Heleno, Mourão, Santos Cruz: os alvos militares de Carlos Bolsonaro
Fonte: Portal MSN O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) voltou a atacar militares nesta segunda, 1º, ao criticar a equipe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, órgão comandado pelo general Augusto Heleno. Sem citar o nome do ministro, Carlos levantou suspeitas sobre a conduta do GSI no episódio da prisão de um militar flagrado com 39 kg de cocaína num

Fonte: Portal MSN
O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) voltou a atacar militares nesta segunda, 1º, ao criticar a equipe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, órgão comandado pelo general Augusto Heleno.
Sem citar o nome do ministro, Carlos levantou suspeitas sobre a conduta do GSI no episódio da prisão de um militar flagrado com 39 kg de cocaína num voo da Força Aérea Brasileira na Espanha. O avião fazia parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro.
"Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI?", escreveu Carlos, em resposta no Instagram a uma página bolsonarista que havia publicado um vídeo que associava militares ao Foro de São Paulo, que reúne partidos de esquerda da América Latina (assista abaixo). "Sua grande maioria podem ser até homens bem intencionados e acredito que seja, mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses internamente e infelizmente sou ignorado."
Após o comentário do vereador ganhar repercussão nas redes – ele próprio o compartilhou no Twitter -, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou a jornalistas em entrevista coletiva que o GSI possui qualificação “bastante extremada” e que seus recursos humanos “são preparados da melhor forma possível para promover segurança”.
CARLOS ALBERTO SANTOS CRUZ, EX-MINISTRO
O comentário sobre o GSI é mais um episódio de atritos públicos entre militares e membros da chamada ala "olavista" do governo – seguidores do escritor Olavo de Carvalho. O próprio escritor faz críticas constantes aos militares do governo. Outros dois alvos são o vice-presidente Hamilton Mourão e o ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto Santos Cruz, demitido em junho.
Santos Cruz foi "fritado" publicamente pelo escritor e sua saída é atribuída também aos atritos com Carlos. Em entrevista à revista Época, Santos Cruz criticou o que chamou de "fumaceira danada" provocada por "gente que fica o dia inteiro" no Twitter.
HAMILTON MOURÃO, VICE-PRESIDENTE
Em abril, o alvo "preferido" de Carlos foi Mourão. Foram quase 20 publicações em menos de dois dias contra o vice-presidente. Ele negava que estivesse apenas "reclamando do vice" no Twitter e dizia que não eram ataques: "São apenas fatos que já aconteceram e gostaria de continuar compartilhando", escreveu.
Entre os ataques de Carlos, estava a publicação de uma matéria do Estado sobre uma declaração de Mourão a respeito do ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que deixou o Brasil após sofrer ameaças de morte. Para Carlos, Mourão está alinhado com políticos que detestam Bolsonaro. Ele diz estranhar este suposto alinhamento. A notícia publicada em janeiro informa que Mourão disse que Wyllys deveria ter ficado no Brasil; "Nosso governo não tem política para perseguir minorias, esse não é o jeito que nós nos comportamos. Poderíamos protegê-lo", disse o vice na época.
Carlos ironizou a declaração de Mourão e disse que o ex-deputado do PSOL, há anos adversário político dos Bolsonaro, deixou o Brasil numa "esperta jogada política cultural", e não por perseguição: "Estranhíssimo seu alinhamento com políticos que detestam o Presidente". Os ataques públicos a Mourão começaram depois que o vice atacou Olavo por críticas a militares. Mourão disse que o escritor deveria se dedicar à astrologia.Redação do Fala Meu Povo MT.
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