Fechado em operação, garimpo ilegal tinha ‘minicidade’ com 1,5 mil pessoas; população protesta


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Foto: Ciopaer

Fonte: Olhar Direto

O garimpo ilegal, situado no município de Aripuanã (704 quilômetros de Cuiabá) e alvo da segunda fase da ‘Operação Trype’, com o objetivo de cessar as suas atividades, contava com uma população de 1,5 mil pessoas. Atraídos pela ‘febre do ouro’, todos montavam seus barracos na extensa e depredada área. Nesta terça-feira (08), após a morte de um garimpeiro em confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), a população fez um protesto pelas ruas da cidade.

Nas imagens, gravadas através do helicóptero que dá apoio na ação, comandada pela Polícia Federal, foi possível ter a dimensão da ‘minicidade’ que se criou na área. Conforme o levantamento feito pela Força Tarefa, estima-se uma população flutuante entre mil a 1,5 mil pessoas.

O garimpo ilegal esta em funcionamento desde outubro de 2018. No local, há pessoas armadas e isso tem contribuído para homicídios. Além disso, há outros crimes cometidos na área, como: ambientais, contra o patrimônio e tráfico ilícito de drogas.

Na manhã desta terça-feira (08), alguns garimpeiros resolveram protestar em carreata pela cidade. Eles fizeram um buzinaço na principal avenida do município e, posteriormente, foram em direção á prefeitura.

Morte

Um garimpeiro, ainda não identificado, morreu em confronto com o Bope, na segunda-feira (07). Os policiais orientaram que todos deixassem o local. Porém, em um dos barracos, o homem disparou tiros contra a equipe, que revidou e o atingiu com dois tiros na região do tórax. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Fazem parte da ação, além das policiais Militar e Federal, Sistema Penitenciário, Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros, Grupo de Operações Especiais (GOE) da PJC, Politec, Polícia Militar, Força Tática, Rotam e os fiscais do Ibama e da Sema.

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