Empresário relata prejuízo de R$ 9 milhões com constantes quedas de energias em MT
Fonte: Olhar Direto O gerente da Cooperfibra, Antônio Marcos, afirmou durante audiência pública em Primavera do Leste (a 235 km de Cuiabá) que teve um prejuízo de R$ 9 milhões por conta de constantes quedas de energia durante o ano. A audiência, realizada pelo deputado estadual Ulysses Moraes, visa tratar as reclamações referentes aos serviços

Fonte: Olhar Direto
O gerente da Cooperfibra, Antônio Marcos, afirmou durante audiência pública em Primavera do Leste (a 235 km de Cuiabá) que teve um prejuízo de R$ 9 milhões por conta de constantes quedas de energia durante o ano. A audiência, realizada pelo deputado estadual Ulysses Moraes, visa tratar as reclamações referentes aos serviços prestados pela Energisa, concessionária responsável pela energia em Mato Grosso.
“Acontecem ao todo, cerca de 148 oscilações de energia que acabam desligando os motores e máquinas que consomem muita energia. Essas quedas significam um prejuízo de cerca de R$9 milhões”, relata o gerente sobre os problemas na empresa, que é uma das maiores cooperativas de algodão do país, localizada em Campo Verde (a 137 km de Cuiabá).
Desde 15 de outubro, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso realiza audiências públicas para tratar das inúmeras reclamações feitas pela população contra a concessionária, em especial ao aumento significativo dos valores das faturas de energia elétrica nos meses de agosto e setembro deste ano. Dentre elas, aumentos correspondentes a 300% na fatura, gerando a necessidade da instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para tratar da questão.
CPI
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa foi instalada, oficialmente, no dia 23 de outubro deste ano, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ela não tem poder de punição, mas pode encaminhar às autoridades, conclusões que possam abrir caminho a processos no futuro.
Investigar a atuação da Concessionária de Serviços Públicos de Fornecimento de Energia Elétrica – Energisa-MT é a meta da CPI nos próximos meses. A iniciativa ganhou força após amplo debate sobre o tema, realizado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, em que as explicações da empresa não convenceram deputados e a população sobre os motivos que a levam a liderar o ranking de reclamações na Superintendência de Defesa do Consumidor de Mato Grosso (Procon-MT).
Cerca de 80% das reclamações se referem à cobrança indevida/abusiva, resultado da falta de leituras efetivas nas unidades consumidoras (sequências de meses faturados por estimativa que resultam em acúmulo de consumo, que depois é cobrado em uma única fatura). Isto, na visão do Procon, corresponde à má prestação de serviço.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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