‘Ele estar no meio de nós nos fortalecerá’, diz Rosa Neide sobre possível soltura de Lula


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Foto: Junior Silgueiro

Fonte: Olhar Direto

A deputada federal Rosa Neide (PT-MT) afirmou que a possível soltura de Lula deve fortalecer “o projeto de nação em busca de um país cada vez melhor e para todos”. A declaração foi dada no último dia 31 de outubro, uma semana antes da decisão dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou ilegal a prisão após condenação em segunda instância.

Para a deputada, ‘Lula Livre’, ao contrário do que falam os críticos, não é um projeto da esquerda, mas a defesa de sua liberdade está ligada ao fato de “não aceitar que haja preso político no Brasil”, afirmou. No entanto, ela reconheceu a força do ex-presidente.

“Lula solto, Lula fora da cadeia, é uma pessoa que se comunica muito bem com as massas, que fala diretamente ao povo, uma pessoa que tem visão de país e de mundo, uma pessoa que nasceu e foi forjada na luta do povo, que saiu do Nordeste muito pequeno, muito pobre, que cresceu na luta, que viveu mais de 30 anos na mesma casa no município de São Bernardo do Campo, é uma pessoa que está presa, que não abaixou a cabeça, que é resistente, que nos ensina todos os dias. É essa volta dele – que não é bem uma volta, porque ele fala com a gente o tempo todo – mas ele estar no meio de nós nos fortalecerá, e fortalecerá todo o projeto de nação em busca de um país cada vez melhor e para todos. Por isso é muito importante a presença dele”.

Lula livre

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na noite da última quinta-feira (7), pela constitucionalidade do dispositivo legal que determina que a pena de prisão só deve ser aplicada após o caso transitar em julgado, ou seja, até que se esgotem os recursos possíveis ao réu.

Isso significa que a pena não passa a ser aplicada automaticamente após condenação em segunda instância. A decisão beneficia diretamente o ex-presidente Lula, que encontra-se preso na sede da Polícia Federal em Curitiba e ainda não teve os possíveis recursos esgotados.  A votação acabou em 6 a 5 e teve voto de minerva do presidente da corte, ministro Dias Tóffoli.

Logo após a decisão, os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins, que defendem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmaram que pediriam já nesta sexta-feira (8) a soltura imediata do ex-presidente.

Em novembro 2016, o STF havia julgado que os réus com condenação em segunda instância poderiam ser presos mesmo que ainda tenham recursos pendentes. Na ocasião, a votação foi feita no plenário virtual.

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