Falta de internacionalização tirou voos de Cuiabá para Miami e Fort Lauderdale


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Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Fonte: Olhar Direto

O impasse envolvendo a internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), fez com que Cuiabá perdesse a chance de ter dois voos diretos para os Estados Unidos da América (EUA). O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, classificou a situação como surreal e afirmou que nenhum órgão pode atrapalhar Mato Grosso.

“O governador Mauro Mendes (DEM) chamou a Infraero, tivemos reuniões. Tem coisas que todos nós sabemos que precisam acontecer em Mato Grosso. Ninguém entende o porquê não [está internacionalizado]. Essa situação criada no aeroporto é surreal. Por uma questão de nove metros para cá ou 30 centímetros para lá. Não podemos deixar que nenhum órgão atrapalhe o desenvolvimento do país, Estado ou município”, disse o secretário.

Segundo o gestor da Pasta, a Azul continua pronta para operar o voo entre Santa Cruz de La Sierra e Cuiabá, inclusive pagando funcionários e outros encargos na Bolívia. “É um aeroporto que tem ligações com várias cidades da Europa, Estados Unidos e da América Central e do Sul”.

“Aqui em Mato Grosso, existe a demanda para que tenhamos o voo para Santa Cruz de La Sierra. Muito mais que isto, chegou a se aventar, pela própria Gol, um voo saindo de Cuiabá, com escala em Belém e chegando a Miami”, revelou o secretário.

Vale lembrar que, ainda durante a gestão de Pedro Taques (PSDB), por muito pouco a Azul não trouxe um voo entre Cuiabá e Fort Lauderdale, também nos Estados Unidos. Com o impasse envolvendo a internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, a companhia decidiu transferir a operação para Belém (PA).

A Receita Federal continua a ser apontada como a ‘vilã’ para que a novela envolvendo a internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), continue. Diversas exigências foram feitas, sendo que a última envolve a ampliação de uma das salas do órgão de 51 m² para 180 m². Para tentar destravar a questão, a Câmara Setorial Temática (CST) Faixa de Fronteira encabeçou os trabalhos e pretende fazer uma pressão política para que, finalmente, a cidade volte a ter o voo para Santa Cruz de La Sierra.

“Se a Receita Federal tiver colocações que prosperem, peço que isto seja superado. Não podemos perder mais tempo, é fundamental para nosso Estado. O líder do agronegócio, sem voos internacionais não pode. Goiânia (GO) vai ter um voo para Lisboa e outros destinos e nós não? É um absurdo”, finalizou o secretário.

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