Mendes nega uso da PGE para privilegiar aliado: terceiro colocado consequentemente é o Fávaro


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Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Fonte: Olhar Doreto

O governador Mauro Mendes (DEM) garantiu, na manhã desta segunda-feira (13), que o pedido do Estado para que o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) seja empossado na vaga da senadora cassada, Selma Arruda (Pode), tem como único objetivo assegurar a equidade de Mato Grosso perante os demais estados no Senado Federal. Mendes e Fávaro são aliados desde a campanha passada, quando dividiram palanque. O governador chegou a anunciar apoio ao social democrata em uma eventual eleição suplementar, mas atualmente se esquiva do assunto.

“Nós pedimos, sim, entramos com uma ação dizendo que Mato Grosso não pode ficar sub-representado. Eu não pedi pela posse do Fávaro, pedi pela posse do terceiro colocado que consequentemente é o senador Carlos Fávaro, que foi candidato ao Senado à época. Mato Grosso é igual a todos os estados no Senado. Mas, São Paulo tem 60 deputados federais, nós temos oito. Então nós precisamos, no Senado, ter o equilíbrio previsto na Constituição, de que ali é a Casa da Federação, onde cada estado tem direito a três representantes. Enquanto não ocorrem as novas eleições, essa tese será analisada pelo Supremo. Pelos nossos procuradores é uma tese extremamente plausível, por isso que a PGE assumiu não só por um pedido nosso, mas porque a tese jurídica tem grande fundamento e grande âncora naquilo que prevê a Constituição Federal”, justificou o governador.

Na semana passada, o Governo, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE), encaminhou um documento ao Supremo alegando que Mato Grosso ficará exposto à quebra do Pacto Federativo com a saída de Selma Arruda, e pediu pela imediata posse de Fávaro, terceiro colocado na disputa pelo Senado em 2018.

Além do Governo do Estado, a Executiva Nacional do PSD, liderada pelo ex-ministro Gilberto Kassab, também entrou com uma ação semelhante no STF pedindo a imediata posse de Fávaro no lugar de Selma Arruda, até que um novo senador seja eleito na disputa suplementar, que terá sua data marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

Fávaro e Mendes firmaram aliança nas ultimas eleições majoritárias, ao lado do senador eleito Jayme Campos (DEM). No final do ano passado, o governador citou “coerência” e disse que, em caso de confirmação da cassação de Selma, iria manter seu apoio ao colega de chapa. Agora, com mais aliados de olho na eleição, o democrata sustenta que ainda não é o momento de se pronunciar.

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