Mauro avalia que economia de MT deve ser pouco afetada por crise entre EUA e Irã


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Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Fonte: Olhar Direto

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), avaliou que a crise entre os Estados Unidos e o Irã, agravada após ataque aéreo no aeroporto de Bagdá que matou o major-general Qassem Soleimani no início de 2020, deve afetar pouco a economia de nosso Estado. Logo após a morte de Soleimani, o preço do barril do petróleo no mercado internacional aumentou, mas acabou recuando. O cenário ainda é de incertezas, já que o conflito não foi resolvido, mas Mauro acredita que o próprio mercado deve absorver os efeitos.

O setor do comércio de combustíveis ficou apreensivo com a crise entre os dois países, já que horas após o ataque o preço do barril do petróleo no mercado internacional teve aumento de 4%. O preço do barril chegou a US$ 70 no dia 3 de janeiro.

O presidente Jair Bolsonaro, ao comentar a crise, disse que o preço do combustível no Brasil poderia ser afetado. O governador Mauro Mendes, ao avaliar os efeitos do conflito, afirmou que ainda é cedo para calcular os possíveis efeitos na economia.

“Toda vez que acontece um fato internacional, as especulações são mais rápidas que as ações de mercado. Hoje a especulação política circula muito rapidamente porque nas redes sociais, consecutivamente global, as pessoas muito conectadas interagem muito rapidamente, mas a economia tem uma dinâmica própria entre versões e fatos, e existe um hiato que deve ser preenchido, pelo pouco de tempo, e cautela para que tenhamos certeza dos desdobramentos e da longevidade desta crise”.

O chefe do executivo estadual torce para que a crise entre os dois países termine logo, mas afirmou que, caso a situação não mude e se mantenha no patamar atual, a economia de Mato Grosso não deve ser afetada.

“Nós esperamos para o bem do equilíbrio internacional, no qual Mato Grosso está inserido como um importante player, pois fornece a diversos países do mundo, que cesse, que pare, mas a minha avaliação é que se ficar onde está os efeitos serão muito pequenos e rapidamente absorvidos pelo mercado”.

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