Corregedoria da PM abre procedimento demissório contra PMs que atiraram no rosto de mulher


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Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto
Fonte: olhar direto
A Corregedoria Geral da Polícia Militar instaurou dois procedimentos de natureza demissória contra os dois soldados da PM que foram presos na última sexta-feira (17) acusados de agredir e atirar em uma mulher no município de Sorriso (a 420 km de Cuiabá). A prisão em flagrante dos dois foi convertida em preventiva na tarde desta segunda-feira (20).

Os soldados da Polícia Militar Ezio Souza Dias e Weberth Batista Ribeiro passaram por audiência de custódia na tarde de segunda-feira (20), na 1ª Vara Criminal de Sorriso. A juíza Emanuelle Chiaradia Navarro Mano decidiu manter a prisão dos dois.

De acordo com a Polícia Militar, no dia do crime os dois foram autuados em flagrante e ficaram presos em uma unidade militar local. A versão divulgada inicialmente era de que os policiais teriam efetuado disparos de arma de fogo em um bar, mas acabaram atingindo a mulher no rosto e pescoço.

Um vídeo que circula na internet, porém, registrou o momento em que os dois policiais passam pela vítima na rua, a agridem e depois um deles dispara contra o rosto dela. A vítima sobreviveu, mas permanece internada em um hospital.

A Polícia Militar divulgou uma nova nota sobre o caso, após a veiculação do vídeo. De acordo com a PM, a Corregedoria Geral reconhece a gravidade dos fatos e instaurou dois procedimentos para avaliar a permanência dos dois militares nas fileiras da Instituição.

Leia a nota na íntegra:

A Corregedoria Geral da Polícia Militar informa que embasados das novas informações levantadas e das imagens que chegaram ao conhecimento da PM deverão ser instaurados dois procedimentos relacionados à ocorrência registrada em Sorriso (420 km de Cuiabá) na noite de sexta-feira (17.01), envolvendo dois soldados, na qual um homem foi agredido e uma mulher ferida a tiros na cabeça.

Diante da gravidade dos fatos, os procedimentos a serem instaurados deverão ser de natureza demissória fins avaliarem a permanência de ambos nas fileiras da Instituição.

A Corregedoria reforça que a prisão em flagrante dos dois soldados assim como apreensão da arma usada foram efetuadas pela Polícia Militar em ação coordenada pelo comandante da unidade local, assim como a entrega deles na Delegacia de Polícia Civil para que pudessem ser autuados em flagrante delito de crime comum. Os dois policiais estavam em horário de folga, não no exercício da atividade policial.

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