Presidente da Ager é ameaçado por denunciar sonegação fiscal de empresas e pede proteção policial
Fonte: Olhar Direto Pela segunda vez, o presidente da Agência Estadual dos Serviços Públicos Delegados (Ager), Fabio Calmon, pediu proteção policial ao Governo do Estado devido a ameaças que vem recebendo de pessoas ligadas ao setor de transporte público, após inúmeras fiscalizações de combate a à sonegação fiscal. De acordo com Calmon, existem empresas do

Fonte: Olhar Direto
Pela segunda vez, o presidente da Agência Estadual dos Serviços Públicos Delegados (Ager), Fabio Calmon, pediu proteção policial ao Governo do Estado devido a ameaças que vem recebendo de pessoas ligadas ao setor de transporte público, após inúmeras fiscalizações de combate a à sonegação fiscal.
De acordo com Calmon, existem empresas do transporte intermunicipal que sonegam mais de R$ 500 mil por mês e que, por causa da fiscalização contra preços abusivos das passagens de ônibus, ele está sendo ameaçado.
Em recente entrevista à TV Centro América, Calmon revelou que no documento enviado ao Estado, ele diz que tem feito ações para eliminar a existência de uma possível máfia dos transportes e, por isso, precisaria de proteção.
“Infelizmente uma das diretoras não aguentou essas ameaças que começaram desde ligações até recados dizendo: ‘Toma cuidado. Começa usar colete à prova de bala’. Ela pediu para sair com medo de morrer. Essas ameaças começaram a circular não só à minha equipe, como a mim também”, contou.
Desde que assumiu a presidência do órgão delegado, em julho de 2018, Calmon disse que já registrou dois boletins de ocorrência informando as ameaças.
“A sonegação detectada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), por ano, ela é em torno de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões. No entanto, a estimativa é de muito mais. As empresas que assinaram os contratos em 2019, em um mês, pagaram o que outras não pagaram em cinco anos. Por conta desse trabalho, estamos sofrendo esse tipo de perseguição”, disse.
O documento solicitando proteção policial já está no Palácio Paiaguás e, em posse da Casa Civil e Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), para que seja fornecido parecer que embase a decisão do governador. Por hora, não há prazos para que isso aconteça.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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