Mauro defende quarentena “meio termo”: nem o que Bolsonaro quer, nem fechar tudo
Fonte: Olhar Direto Criticado após relaxar algumas das medidas restritivas de combate ao coronavírus, o governador Mauro Mendes (DEM) se colocou distante das polêmicas declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que pede pela “volta à normalidade” no Brasil, e afirmou que defende uma “quarentena meio termo”. Ao anunciar mais um decreto com ações para o

Fonte: Olhar Direto
Criticado após relaxar algumas das medidas restritivas de combate ao coronavírus, o governador Mauro Mendes (DEM) se colocou distante das polêmicas declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que pede pela “volta à normalidade” no Brasil, e afirmou que defende uma “quarentena meio termo”. Ao anunciar mais um decreto com ações para o combate à doença, o governador fez um apelo para que a população do grupo de risco redobre os cuidados preventivos.
“Eu não defendo esse negócio de que tem que voltar tudo ao normal. Não pode! As pessoas têm que ficar em casa, quem pode, as pessoas do grupo de risco, com mais de 60 anos, se você tem problema cardíaco, se é hipertenso, se tem diabetes… pelo amor de Deus, não saia de casa, tome cuidado. Se a grande maioria da população tomar essas medidas de segurança nós vamos diminuir o risco de contaminação desse vírus e com isso nosso sistema de saúde vai ter condição de atender quem for infectado. É isso que todos os especialistas dizem no mundo”, declarou o governador, em entrevista à TV Cidade Verde nesta segunda-feira (30).
Na semana passada, Mendes foi destaque na imprensa nacional depois que recomendou, via decreto, a reabertura de estabelecimentos comerciais como shopping centers, lojas de conveniência, lotéricas, lojas de departamento, entre outros. A ação do Governo de Mato Grosso, que foi acompanhada de pelo menos mais quatro estados, foi lida como uma aproximação ao Governo Bolsonaro.
Vale destacar que o governador Mauro Mendes foi um dos primeiros a adotar medidas de restrição para o enfrentamento da Covid-19. No seu encalço, prefeitos também passaram a definir regras para o funcionamento das cidades. Mais tarde, porém, o próprio governador criticou a atitude dos prefeitos e alertou que a “palavra final” sobre o que deveria ou não ser liberado era do Executivo estadual.
Diversas entidades, Ministério Público Estadual e Federal e a Prefeitura de Cuiabá reagiram ao decreto de Mendes e no domingo (29) o Tribunal de Justiça derrubou parte das determinações do governador, mantendo em funcionamento apenas serviços considerados essenciais.
“Nós vamos aguentar 90 dias de comércio fechado? É um problema gigante. Eu estou muito preocupado com as pessoas, com as pequenas e micro empresas, com o emprego dos mato-grossenses. Então, por isso que eu defendo o meio termo. Dizem que a virtude está no equilíbrio: nem aquilo que o Bolsonaro falou – com todo o respeito ao nosso presidente – ‘tudo normal, como se nada tivesse acontecendo’; e nem aquilo que outras pessoas defendem de fechar tudo. Vamos continuar parando aquilo que pode ser parado neste momento, vamos redobrar as nossas medidas de segurança e prevenção e vamos colaborar, principalmente o grupo de risco”, defendeu-se Mendes.
O governador não descartou o endurecimento das regras a partir do aumento de casos da Covid-19 no Estado.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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