O delegado afirmou que os familiares do assassino de sargento podem estar tentando desviar a atenção das autoridades policiais

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Foto: Olhar Direto
ALMT TRANSPARENCIA

O delegado titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Rodrigo Azem, afirmou que a Polícia Civil está recebendo muitas informações desencontradas sobre o paradeiro de Rafael Amorim de Brito, 28 anos, apontado como executor da morte do sargento da Polícia Militar, Odenil Alves Pedroso, 46 anos. Algumas das informações, inclusive, seriam propagadas pela própria família do suspeito, a fim de desviar a atenção das autoridades policiais.

A mãe de Rafael, Telma Amorim, tem dado entrevistas à imprensa, fazendo um apelo ao filho para se entregar, com intuito de tentar proteger a integridade física dele. Segundo ela, não tem notícias de Rafael desde o dia do crime.

A DHPP já conversou com Telma e realizou oitivas com a senhora, que reforça não saber o paradeiro do filho. Para o delegado Rodrigo Azem, as entrevistas são um apelo por parte de mãe, e as forças policiais têm relevado o que ela está fazendo.

“A gente releva o que ela está fazendo, mas também pode ser uma forma de eles estarem desviando as atenções sim, como se eles não tivessem informações acerca do paradeiro do Rafael, muitas vezes eles podem estar tendo”, declarou o delegado.

No entanto, parte da família pode estar repassando as informações desencontradas. “Algumas das informações são até propagadas pela própria família dele, no sentido de desviar as atenções das autoridades policiais. Mas nós estamos com um trabalho bem investigativo, técnico, pra que a gente possa localizar ele, seja aqui no Mato Grosso, seja em outro estado, ou às vezes até mesmo fora do país”.

Caso sejam comprovadas as tentativas de desviar a atenção das forças policiais, em forma de conluio para a fuga de Rafael, as pessoas envolvidas podem responder pelo crime de favorecimento pessoal, que ocorre quando alguém dá suporte para um criminoso se esconder.

Na quarta-feira (12), a Inteligência da Polícia Militar recebeu informações que Rafael estaria escondido em um residencial, conhecido como Complexo Izabel Campos, em Várzea Grande. No local, também vive a irmã do suspeito.

Chegando no local, dois homens, sendo um com características parecidas de Rafael, foram vistos abandonado um apartamento e fugindo para uma região de mata. No apartamento, foram encontradas drogas e um revólver calibre .38.

Conforme relatado à imprensa pelo delegado Rodrigo Azem, a DHPP já investigava um lugar próximo ao informando na denúncia. A arma apreendida foi apresentada no plantão da PM, e ainda não há nenhuma informação oficial, pois, a arma não está com a DHPP e não há um trabalho pericial. Ela deve passar por perícia, para verificar se pode ter sido utilizada na execução do sargento Odenil.

Ainda segundo o delegado, as investigações sobre a morte de Odenil apontam para um crime de latrocínio e não homicídio ou represália, como divulgado antes, no entanto, as outras hipóteses não foram totalmente descartadas.

“Sabemos que outros suspeitos deram apoio na fuga do Rafael, então eles estão sendo investigados, para a gente tentar a identificação deles, e tão logo que eles são identificados, a gente também parte para o momento de captura deles e de prisão. Estamos aguardando laudos periciais, que foram pedidos”, finalizou Rodrigo Azem.

Fonte: Informações/ Olhardireto