O ministro rejeita tese de legítima defesa e mantém júri para investigador que assassinou PM em Cuiabá
STJ mantém investigador da Polícia Civil acusado de homicídio de policial militar sob julgamento pelo Tribunal do Júri O ministro Otávio de Almeida Toledo, convocado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a decisão que submete o investigador da Polícia Civil, Mário Wilson Gonçalves, ao Tribunal do Júri pelo homicídio qualificado do policial militar Thiago

STJ mantém investigador da Polícia Civil acusado de homicídio de policial militar sob julgamento pelo Tribunal do Júri
O ministro Otávio de Almeida Toledo, convocado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a decisão que submete o investigador da Polícia Civil, Mário Wilson Gonçalves, ao Tribunal do Júri pelo homicídio qualificado do policial militar Thiago de Souza Ruiz. O crime ocorreu em um posto de combustível no centro de Cuiabá, em 2023. A decisão foi proferida no último dia 13.
A defesa de Mário Wilson tentou argumentar legítima defesa, pedindo a absolvição sumária do acusado para evitar o julgamento pelo júri popular. No entanto, essa tese já havia sido rejeitada anteriormente pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que negou o pedido por unanimidade em março deste ano. Inconformada, a defesa recorreu ao STJ com o mesmo argumento, mas o ministro seguiu o entendimento do tribunal estadual, afirmando que não cabia agravo em recurso especial contra a decisão colegiada fundamentada.
De acordo com os desembargadores, a legítima defesa não se aplica ao caso, considerando a arma utilizada, a quantidade de tiros disparados e os depoimentos colhidos, que apontam para a autoria e materialidade do crime, caracterizado como homicídio qualificado.
O caso
O crime aconteceu em 27 de abril de 2023, por volta das 3h30, em um posto de gasolina próximo ao Choppão, em Cuiabá. Segundo o inquérito policial, o investigador Mário Wilson Gonçalves e um amigo foram até a conveniência do posto, onde encontraram uma terceira pessoa que apresentou o policial militar Thiago de Souza Ruiz ao grupo. Testemunhas relataram que houve um desentendimento entre Mário e Thiago, gerado pela desconfiança sobre a condição de policial da vítima.
A denúncia aponta que, durante a conversa, Thiago mostrou uma cicatriz levantando a camisa, momento em que Mário se apossou do revólver que a vítima carregava e afirmou que chamaria a polícia para verificar a legalidade da arma. O conflito escalou, e os dois acabaram se atracando no chão. Testemunhas tentaram intervir, mas Thiago foi atingido por diversos disparos feitos por Mário. Mesmo ferido, o policial militar tentou fugir, mas foi perseguido e alvejado novamente pelas costas pelo investigador.
Mário Wilson Gonçalves agora segue para o julgamento pelo Tribunal do Júri, conforme decisão mantida pelo STJ.
Da redação com informações do Olhar Direto
Redação do Fala Meu Povo MT.
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