Mauro Mendes refutou o uso de câmeras em fardas e defende militar: “Se há alguém que está cometendo crimes, é a minoria”
Governador Mauro Mendes critica uso de câmeras em fardas policiais: “Transformar policiais em bandidos, eu não concordo” O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), voltou a criticar nesta terça-feira (24) a proposta de instalação de câmeras nas fardas dos policiais. Segundo ele, os crimes cometidos por agentes de segurança são casos isolados, comparáveis às

Governador Mauro Mendes critica uso de câmeras em fardas policiais: “Transformar policiais em bandidos, eu não concordo”
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), voltou a criticar nesta terça-feira (24) a proposta de instalação de câmeras nas fardas dos policiais. Segundo ele, os crimes cometidos por agentes de segurança são casos isolados, comparáveis às exceções existentes em qualquer profissão, e a medida seria desnecessária e desrespeitosa para com a categoria.
“Nós temos hoje no Brasil milhares de pessoas praticando crimes. Por policiais, é menos de meio por cento, é 0,0 qualquer coisa. Eu não estou preocupado em tomar uma medida para combater 0, 0, 0, 0, 0, qualquer coisa como se os nossos policiais fossem bandidos”, afirmou o governador.
Mendes ressaltou que a maioria dos policiais é composta por profissionais sérios, comprometidos com a ética e a segurança pública. “Transformar os nossos policiais como se bandidos o fossem, precisando estar vigilando eles o tempo todo, isso eu não concordo, porque eu sei que a grande maioria absoluta dos nossos profissionais de segurança são pessoas sérias, pais de família honestos e que trabalham com decência e dignidade”, disse.
Uso de câmeras já trouxe resultados em outros estados
A instalação de câmeras corporais em uniformes policiais já foi adotada em estados como São Paulo, onde um estudo da Fundação Getúlio Vargas apontou redução de quase 40% na letalidade policial após a implementação da medida.
Apesar dos números positivos, o governador de Mato Grosso questionou a eficiência da tecnologia para combater a violência e o crime organizado. “Se tem alguém praticando algum crime, é a minoria absoluta. Toda profissão tem profissionais que fogem ao seu código de conduta, que não praticam a sua atividade dentro de uma ética e da legalidade. A câmera não é um mecanismo eficiente e eficaz para combater os crimes que eventualmente alguns praticam”, concluiu Mendes.
A proposta, que tem gerado discussões em todo o país, divide opiniões entre especialistas em segurança pública e representantes da sociedade civil. Enquanto defensores apontam o potencial de transparência e controle, críticos, como o governador, consideram a medida uma generalização que pode desmoralizar os agentes de segurança.
Da redação com informações do Olhar Direto
Redação do Fala Meu Povo MT.
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