Os comerciantes do Shopping Popular de Cuiabá reclamam da situação precária do barracão provisório: “situação desumana”
Comerciantes do Shopping Popular enfrentam indignação e incertezas após incêndio Desde o incêndio que destruiu o prédio antigo do Shopping Popular, em Cuiabá, os comerciantes vivem dias de luta e incertezas. Deslocados inicialmente para tendas improvisadas nas ruas, os trabalhadores agora enfrentam uma nova polêmica: a transferência para contêineres instalados em um barracão, cuja estrutura

Comerciantes do Shopping Popular enfrentam indignação e incertezas após incêndio
Desde o incêndio que destruiu o prédio antigo do Shopping Popular, em Cuiabá, os comerciantes vivem dias de luta e incertezas. Deslocados inicialmente para tendas improvisadas nas ruas, os trabalhadores agora enfrentam uma nova polêmica: a transferência para contêineres instalados em um barracão, cuja estrutura é amplamente criticada por não oferecer condições adequadas de trabalho e segurança.
Condições precárias e alagamentos
O local, descrito pelos comerciantes como precário, não possui energia elétrica, ventilação, nem portas em muitos dos contêineres. Além disso, o barracão sofre com alagamentos durante períodos de chuva. Os trabalhadores alertam para a perda de clientes, prejuízos financeiros e até riscos de roubo de mercadorias.
“Estou no Shopping Popular há mais de 20 anos e acho desumano voltar nessas condições. Não tem energia, os contêineres estão sem portas e o chão alaga quando chove”, relatou Neize, dona de uma loja de bolsas e vestuário. A comerciante também criticou o aumento das taxas mensais, que subiram de R$ 1.500 para até R$ 2.000, com previsão de novos reajustes. “É revoltante saber que pagamos tanto e dizem que o caixa está zerado”, desabafou.
Críticas à gestão e denúncias
Neize também apontou sua indignação contra Misael Galvão, presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular. Segundo ela, o gestor age de forma autoritária. “Misael acha que é dono do Shopping Popular. Somos nós que pagamos tudo, mas ele só pensa nele”, afirmou. A comerciante revelou ainda que houve tentativa de impedir os trabalhadores de atuarem. “Chamaram a polícia para nos barrar, mas abrimos nossas barracas mesmo assim. Precisamos trabalhar”.
Outra comerciante, Odineize Moraes, que vende eletrônicos, destacou que o problema não é a mudança em si, mas a falta de preparo do novo espaço. “Aqui fora, mesmo sem energia, temos ventilação e conseguimos atender os clientes. Lá dentro, sem estrutura, é inviável”, explicou. Ela também criticou o aumento das taxas, afirmando que a decisão foi tomada sem consulta aos associados. “Isso não foi aprovado em assembleia, como deveria”.
Resposta da associação
Procurado pela reportagem, Misael Galvão defendeu as ações tomadas pela associação e pediu compreensão dos comerciantes. Ele destacou que a estrutura provisória é de “altíssima qualidade” e que os contêineres estão disponíveis para personalização por parte dos lojistas. “Já iniciamos a instalação elétrica e estamos fornecendo todo o necessário. O rateio cobre apenas os custos básicos, como salários e estrutura”, disse.
Sobre o uso das ruas, Misael reforçou que a ocupação é temporária e que será necessário liberar o espaço para os motoristas. Ele garantiu que não pretende forçar a transferência e que busca resolver o impasse de forma amigável. “Estamos agindo com tranquilidade e espero que todos compreendam nossos esforços”, concluiu.
Enquanto o impasse persiste, os comerciantes seguem divididos entre a necessidade de trabalhar e a luta por condições dignas no espaço provisório.
Da redação com informações do Olhar Direto
Redação do Fala Meu Povo MT.
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