Mais três pessoas processam a empresa que aplicou um golpe de milhões em formaturas
Vítimas de golpe da Imagem Eventos entram na Justiça por cancelamento de formaturas Mais três vítimas do golpe aplicado pela empresa Imagem Eventos acionaram a Justiça nesta terça-feira (4), buscando reparação pelos prejuízos sofridos após o cancelamento de festas de formatura. As ações judiciais foram consultadas pelo Olhar Jurídico por meio do sistema PJE. Estudante

Vítimas de golpe da Imagem Eventos entram na Justiça por cancelamento de formaturas
Mais três vítimas do golpe aplicado pela empresa Imagem Eventos acionaram a Justiça nesta terça-feira (4), buscando reparação pelos prejuízos sofridos após o cancelamento de festas de formatura. As ações judiciais foram consultadas pelo Olhar Jurídico por meio do sistema PJE.
Estudante solicita bloqueio de valores
A estudante de medicina Julia Rizzon Souza ingressou com uma ação cautelar de urgência, alegando ter sido vítima de um golpe. No processo, ela pede o bloqueio de R$ 18.808,77, valor já pago para a festa de formatura, além de R$ 6.274,41 por perdas e danos.
Segundo a autora, a empresa teria agido de má-fé ao oferecer promoções para adiantamento de pagamentos pouco antes de declarar dificuldades financeiras. Ela também denuncia que a Imagem Eventos encerrou suas atividades de forma suspeita, simulando uma interrupção de energia elétrica e desativando seus canais de comunicação. O pedido de recuperação judicial da empresa foi indeferido pela Justiça.
Pedido de restituição e indenização
Outra estudante, Ariely Ingrid Mesanini de Souza, também ingressou com uma ação de rescisão contratual, solicitando a restituição dos valores pagos e indenização por danos materiais e morais. Ariely desembolsou R$ 23.914,54 pela festa de formatura e R$ 800,00 por um serviço de fotografia contratado poucos dias antes da empresa anunciar sua crise financeira.
A estudante argumenta que a Imagem Eventos agiu com má-fé ao incentivar pagamentos antecipados, mesmo ciente de sua situação financeira. O processo também solicita a aplicação do Código de Defesa do Consumidor e a inversão do ônus da prova.
Prejuízo supera R$ 55 mil
Janine Paula Guimarães Calmon Cézar, mãe de um formando, também entrou na Justiça com um pedido de rescisão contratual e tutela provisória de urgência. Ela relata ter sofrido um prejuízo de R$ 55.043,93, distribuídos entre o contrato da formatura (R$ 34.844,07), um aditivo de R$ 2.000,00, parcelas restantes no valor de R$ 4.690,92, álbum de formatura (R$ 8.229,00), convites (R$ 980,00) e um lote adicional de convites comprado dois dias antes do encerramento das atividades da empresa, no valor de R$ 6.300,00.
Padrão de fraudes
As ações judiciais apontam um padrão de comportamento fraudulento por parte da empresa e seus sócios, incluindo:
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Oferta de promoções enganosas para adiantamento de pagamentos;
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Encerramento abrupto das atividades sem aviso prévio;
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Ocultação de informações sobre a situação financeira;
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Pedido de recuperação judicial sem fundamento;
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Desaparecimento dos sócios.
Os processos aguardam julgamento na Justiça Estadual.
Da Redação com informações do Olhar Direto
Redação do Fala Meu Povo MT.
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