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Várzea Grande 11 de fevereiro de 2025

Cidadãos de VG se manifestam em razão da crise de água e bloqueiam a avenida, colocando fogo em pneus e madeira; assista ao vídeo

Moradores de Várzea Grande protestam contra crise hídrica e bloqueiam avenida Na noite de segunda-feira (10), moradores do bairro Paiaguás, em Várzea Grande, realizaram um protesto contra a crise hídrica que afeta o município há dias, chegando a um mês em algumas regiões. Os manifestantes bloquearam a avenida Filinto Muller ateando fogo em pneus, colchões

Foto: Reprodução

Moradores de Várzea Grande protestam contra crise hídrica e bloqueiam avenida

Na noite de segunda-feira (10), moradores do bairro Paiaguás, em Várzea Grande, realizaram um protesto contra a crise hídrica que afeta o município há dias, chegando a um mês em algumas regiões. Os manifestantes bloquearam a avenida Filinto Muller ateando fogo em pneus, colchões e madeiras para chamar a atenção da prefeita Flávia Moretti (PL).

Na última semana, mais de 100 bairros ficaram sem abastecimento de água. Em um vídeo publicado nas redes sociais, um dos manifestantes denunciou a situação: “Fecharam a avenida. O pessoal quer água, a população quer água. Trinta dias sem água no Paiaguás”.

A crise hídrica tem sido agravada por problemas na rede de abastecimento, incluindo falhas em bombas de captação, furtos de cabos e outros danos estruturais. Duas Estações de Tratamento de Água (ETAs) estavam paralisadas: a ETA I (ETA Velha) e a ETA IV (ETA Barra do Pari/Chapéu do Sol).

De acordo com o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), a ETA I voltou a operar na noite de segunda-feira e o abastecimento está sendo retomado gradualmente. A paralisação, que durou cinco dias, foi causada por problemas na bomba de captação do Rio Cuiabá, que segue em manutenção. Essa unidade atende 115 bairros, representando quase 30% da cidade.

A interrupção do fornecimento de água teve início com a manutenção da adutora na Rua Maracanã, no Centro Norte, mas falhas mecânicas, sucateamento da infraestrutura e furtos agravaram a situação. Durante o período, a ETA Cristo Rei também apresentou falhas, forçando o DAE a redistribuir água da ETA II para regiões críticas, como o Pronto-Socorro Municipal. Caminhões-pipa foram utilizados para abastecer hospitais e escolas.

Com a retomada parcial da ETA I, o fornecimento de água será restabelecido progressivamente para evitar danos à rede, que permaneceu seca por dias. Os primeiros bairros a serem atendidos incluem Centro, Nova Várzea Grande e Costa Verde, seguidos por outras localidades ao longo do dia.

 

 

 Da Redação com informações do Olhar Direto

redaçao

Redação do Fala Meu Povo MT.

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