Empresários são listados na ‘lista suja’ devido à manutenção de funcionários em condições semelhantes à escravidão
Três empresários de Mato Grosso entram na “Lista Suja” do trabalho escravo O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou, na última quarta-feira (9), o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”. Ao todo, 155 empregadores foram incluídos nesta edição, entre eles três empresários de Mato Grosso.

Três empresários de Mato Grosso entram na “Lista Suja” do trabalho escravo
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou, na última quarta-feira (9), o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “Lista Suja”. Ao todo, 155 empregadores foram incluídos nesta edição, entre eles três empresários de Mato Grosso.
De acordo com a Secretaria de Inspeção do Trabalho, responsável pela elaboração da lista, foram incluídos Roberto dos Santos, do município de Comodoro, com dois trabalhadores resgatados; Eduardo Antônio Barros da Silva, da Fazenda Filadélfia, em Nova Xavantina, com um trabalhador libertado; e Vilson Balotin, do Sítio Recanto Feliz, em Juína, também com um funcionário resgatado.
Nesta atualização, chama atenção o número de casos registrados em atividades domésticas, que somaram 18 empregadores. Os setores com maior incidência de inclusão na lista foram: criação de bovinos (21), cultivo de café (20), trabalho doméstico (18), produção de carvão vegetal (10) e extração de minerais diversos (7).
A “Lista Suja” é publicada semestralmente e tem como objetivo dar transparência às ações de fiscalização contra o trabalho escravo. As operações são conduzidas por auditores-fiscais do Trabalho e podem contar com o apoio de instituições como o Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Defensoria Pública da União (DPU).
A inclusão de um nome na lista não representa uma penalidade, mas sim uma medida de transparência ativa da Administração Pública. Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a constitucionalidade do Cadastro, alinhando a prática aos princípios da publicidade e ao direito de acesso à informação previsto na Lei nº 12.527/2011.
Segundo a legislação vigente, o nome do empregador permanece no cadastro por dois anos. Por esse motivo, na mesma data da nova publicação, o MTE retirou 120 nomes que haviam completado esse período. O Cadastro é regulamentado atualmente pela Portaria Interministerial nº 18, de 13 de setembro de 2024.
Durante as fiscalizações, quando são constatadas situações de trabalho análogo à escravidão, são lavrados autos de infração correspondentes a cada irregularidade, incluindo um auto específico que descreve as condições degradantes. Cada auto gera um processo administrativo, no qual o empregador tem garantido o direito à ampla defesa, com possibilidade de recurso em duas instâncias.
Da Redação com informações do Olhar Direto
Redação do Fala Meu Povo MT.
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