Em 5 anos, Cuiabá vai pagar R$ 184 milhões em dívidas previdenciárias
Dados da Controladoria Geral do Município (CGM) apontam que a Prefeitura de Cuiabá pagará R$ 184 milhões, nos próximos cinco anos, para quitar dívidas previdenciárias. O valor de R$ 166 milhões em dívidas foi deixado pela gestão anterior, que procedia com o desconto em folha de pagamento, porém não repassava a quantia ao INSS (Instituto

Dados da Controladoria Geral do Município (CGM) apontam que a Prefeitura de Cuiabá pagará R$ 184 milhões, nos próximos cinco anos, para quitar dívidas previdenciárias.
O valor de R$ 166 milhões em dívidas foi deixado pela gestão anterior, que procedia com o desconto em folha de pagamento, porém não repassava a quantia ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e também ao Cuiabá-Prev, responsável pela gestão do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social). Com acréscimo de juros, multas e correção monetária, haverá um aumento de R$ 18 milhões.
Essa omissão do recolhimento pela gestão anterior prejudicou o plano de aposentadoria de servidores efetivos, comissionados, contratados e temporários, abrangendo ainda funcionários da Limpurb (Empresa Cuiabana de Limpeza Pública) e da Empresa Cuiabana de Saúde. Além disso, o município que não arca com suas responsabilidades previdenciárias é impedido de receber recursos de emendas parlamentares da bancada federal.
Os dados foram fornecidos pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, na tarde desta quinta-feira (4), durante depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos débitos previdenciários, presidida pelo vereador Dilemário Alencar e também composta pelos vereadores Alex Rodrigues e Baixinha Giraldelli.
“Estaremos colaborando com a Câmara Municipal de Cuiabá, fornecendo as informações necessárias aos parlamentares para auxiliar nesta investigação”, ressaltou o secretário Marcelo Bussiki.
O presidente da CPI, vereador Dilemário Alencar, avaliou que existem elementos claros de apropriação indébita e até de peculato pela gestão anterior.
“Trabalhadores que recebem até um salário mínimo saíram prejudicados pela irresponsabilidade total da gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro. São R$ 15 milhões apenas em juros que deverão ser arcados pela atual gestão. Este dinheiro poderia ser destinado à construção de creches, escolas e obras de asfalto. Comprometeu-se o futuro de uma gestão por ações dolosas e irresponsáveis”.
A vereadora Baixinha Giraldelli informou que vai cobrar providências do TCE (Tribunal de Contas do Estado) e do Ministério Público Estadual (MPE).
“Se a arrecadação é crescente, não há motivos plausíveis para não recolher a previdência, direito sagrado de cada servidor. Estarei acionando os órgãos de fiscalização para que atuem em conjunto com o Legislativo para identificar os responsáveis”.
O vereador Alex Rodrigues defendeu rigor na apuração do Legislativo. “Houve uma lesão aos servidores e aos cofres públicos, exigindo rigor total do Legislativo para identificação dos responsáveis, sob pena de omissão”.
Reconhecimento
O secretário de Economia, Marcelo Bussiki, agradeceu o apoio da Câmara Municipal à aprovação, em janeiro deste ano, dos dois projetos de lei de autoria do Executivo que autorizaram o pagamento dos débitos previdenciários.
“O Legislativo manteve as portas abertas ao diálogo em um momento crucial de organização das finanças públicas. Somos muito gratos por isso”, destacou.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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