Mendes evita comentar proposta de Abílio e reafirma que governo já estuda alternativas ao BRT
O governador Mauro Mendes (União Brasil) evitou entrar em confronto direto com o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que apresentou a ideia de substituir o BRT pelo Bonde Urbano Digital (BUD), modelo de transporte coletivo baseado na tecnologia ART (Autonomous Rail Transit). Questionado sobre o assunto, Mendes declarou apenas que o Estado já avalia

O governador Mauro Mendes (União Brasil) evitou entrar em confronto direto com o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), que apresentou a ideia de substituir o BRT pelo Bonde Urbano Digital (BUD), modelo de transporte coletivo baseado na tecnologia ART (Autonomous Rail Transit).
Questionado sobre o assunto, Mendes declarou apenas que o Estado já avalia de forma reservada diferentes alternativas, reforçando que a gestão estadual tem adotado uma postura discreta.
“O governo trabalha, como sempre fez, de maneira silenciosa. Não ficamos anunciando intenções, nós realizamos”, afirmou o governador, sem mencionar diretamente o projeto de Abílio.
O debate ganhou novo fôlego após o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), anunciar que Curitiba será a primeira cidade da América do Sul a adotar o ART, sistema elétrico e autônomo desenvolvido na China. Diante disso, Abílio sinalizou interesse em visitar a capital paranaense para conhecer a tecnologia e avaliar seus custos.
Cronograma do BRT segue em execução
Apesar da discussão em torno de novas alternativas, o Governo de Mato Grosso mantém em andamento o projeto do BRT. Recentemente foi publicado o edital para construção de 41 estações do sistema, com investimento estimado em R$ 68,8 milhões. A previsão é que o modal comece a operar até 2026, conectando Cuiabá a Várzea Grande.
O ART — chamado de BUD por Abílio — reúne características do VLT e do BRT, com implantação mais barata. Os veículos, que podem transportar até 300 passageiros, rodam sobre pneus, são guiados por sensores instalados no solo e dispensam motoristas. De acordo com informações do jornal O Globo, cada unidade custa cerca de R$ 10 milhões.
Enquanto a prefeitura tenta abrir espaço para rediscutir a mobilidade urbana da capital, o governo sinaliza que pretende dar continuidade ao projeto já contratado, sem indicar mudanças imediatas. Ainda não há previsão de reunião entre Mendes e Abílio para tratar do tema.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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