Abilio cita derrota de Kalil em VG para rechaçar composição entre PL e os irmãos Campos: ‘população quer mudança’
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a refutar a possibilidade de a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (União), integrar como vice uma eventual chapa do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo do Estado, em um possível acordo com o senador Jayme Campos (União), também pré-candidato ao Palácio Paiaguás. Em entrevista, Abilio relacionou

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), voltou a refutar a possibilidade de a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (União), integrar como vice uma eventual chapa do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo do Estado, em um possível acordo com o senador Jayme Campos (União), também pré-candidato ao Palácio Paiaguás.
Em entrevista, Abilio relacionou a rejeição à derrota do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB) na tentativa de reeleição em 2024. Kalil foi apoiado pelo grupo político dos Campos e acabou derrotado pela atual prefeita Flávia Moretti (PL).
“O Kalil é o prefeito de Várzea Grande? Então eu acredito que a esposa do Jayme era a prefeita. O Kalil foi o sucessor dela, natural. Então se o Kalil não é o prefeito é porque a população de Várzea Grande optou por uma nova mudança”, afirmou Abilio.
O prefeito também criticou a possibilidade de aproximação política entre o grupo ligado aos Campos e lideranças do PL, ao afirmar que Jayme Campos não compartilha dos mesmos valores defendidos pelo partido. Abilio relembrou a participação de Jayme e do irmão, o deputado estadual Júlio Campos (União), em um jantar comemorativo pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite do segundo turno das eleições de 2022.
“O Jayme estava, o Jayme, o Júlio, tudo comemorando com o Fávaro e o pessoal com o bonezinho do PT, do Lula, comemorando a vitória do Lula. E agora vai sentar do nosso lado?”, questionou. “Durante o ano inteiro votou junto com o Lula em favor dos negócios deles e agora vai fazer de conta que está do nosso lado?”, completou.
As declarações de Abilio ocorrem em meio à consolidação de pré-candidaturas no campo da direita em Mato Grosso, que inclui, além de Wellington Fagundes e Jayme Campos, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A polêmica ganhou força após Jayme revelar, na semana passada, que recebeu uma ligação de Wellington para tratar de apoio na disputa de 2026. Segundo o senador do União Brasil, a conversa evoluiu para a possibilidade de um acordo baseado em pesquisas eleitorais.
Pelo arranjo relatado por Jayme, o pré-candidato melhor posicionado nas sondagens teria o apoio do outro, enquanto a esposa daquele que ficasse atrás nas pesquisas ocuparia a vaga de vice. Nesse cenário, se Wellington liderar, Jayme o apoiaria e Lucimar Campos seria indicada como vice. No caso inverso, Wellington apoiaria Jayme, e a vaga seria ocupada por Mariene de Abreu Fagundes, esposa do senador do PL.
Fonte: Olhar Direto
Redação do Fala Meu Povo MT.
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