CPMI mira Fábio Luís Lula da Silva e vota quebra de sigilo do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), incluiu na pauta desta quinta-feira (26) a votação de um requerimento que pede a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pedido foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), incluiu na pauta desta quinta-feira (26) a votação de um requerimento que pede a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O pedido foi apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e coloca Lulinha no centro das discussões da CPMI. Segundo o parlamentar, a medida seria necessária diante de suspeitas de que ele teria atuado como suposto “sócio oculto” de Antônio Camilo, apelidado de “careca do INSS”.
De acordo com a justificativa do relator, mensagens interceptadas indicariam que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destino de um pagamento de R$ 300 mil feito à empresa de Roberta Luchsinger, afirmou que o valor seria destinado ao “filho do rapaz”. A interpretação de integrantes da oposição é de que a referência poderia apontar para o filho do presidente Lula, argumento usado para defender o aprofundamento das investigações.
A eventual quebra de sigilo de Lulinha deve dominar o debate na comissão, que também analisa outros 86 requerimentos na mesma sessão. Entre eles, pedidos relacionados ao Banco Master, incluindo solicitações de convocação e quebra de sigilo de Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio da instituição.
Além disso, a CPMI prevê oitivas do deputado estadual Edson Araújo, do empresário Paulo Camisotti e do advogado Cecílio Galvão. Também está na pauta a convocação de dirigentes de bancos para esclarecer descontos aplicados em aposentadorias vinculados a operações de crédito consignado.
O líder do governo na CPMI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), criticou a pauta definida e afirmou que a oposição estaria sendo protegida. Ele citou a ausência de requerimento para convocação de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e doador de campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.
Na segunda-feira (23), a comissão pretendia ouvir Daniel Vorcaro, mas a oitiva foi cancelada. Em seu lugar, foi convocada a empresária Ingrid Pikinskeni, esposa de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador financeiro da Conafer. Durante o depoimento, Ingrid negou conhecimento de irregularidades, mas a sessão foi interrompida após ela passar mal.
Com o foco voltado para Lulinha, a reunião desta quinta-feira tende a elevar a temperatura política da CPMI, colocando o filho do presidente no centro de um dos debates mais sensíveis da comissão até o momento.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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