Agosto Lilás: romper o silêncio é proteger vidas
O Agosto Lilás reforça as ações de enfrentamento à violência contra a mulher, mas é importante destacar que esse compromisso não pode perder força quando o mês terminar. O combate à violência deve ser permanente. No dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 20 anos como um marco na proteção dos direitos

O Agosto Lilás reforça as ações de enfrentamento à violência contra a mulher, mas é importante destacar que esse compromisso não pode perder força quando o mês terminar. O combate à violência deve ser permanente.
No dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa 20 anos como um marco na proteção dos direitos das mulheres brasileiras. Sua criação representou um avanço histórico no enfrentamento à violência de gênero, mas a realidade ainda nos desafia. Todos os dias, mulheres continuam sendo vítimas de violência física, psicológica, moral, patrimonial, sexual e política.
A lei existe, mas sua efetividade depende de uma sociedade que não se cale diante da violência.
Combater essa verdadeira epidemia exige coragem e comprometimento. Muito mais do que punir agressores, é necessário investir em prevenção, educação, acolhimento e na promoção da autonomia financeira das vítimas.
Também precisamos fortalecer a rede de proteção, garantir o acesso aos serviços especializados e criar oportunidades para que as mulheres possam romper os ciclos de dependência e violência. Proteger mulheres é dever do poder público, mas também responsabilidade de toda a sociedade.
Foi com esse compromisso que apresentei a lei que instituiu a Semana Municipal Quebrando o Silêncio, voltada à conscientização sobre a violência doméstica, e fui autora do Projeto de Resolução que criou a Procuradoria da Mulher na Câmara Municipal de Cuiabá.
Também tenho defendido a integração entre Município e Estado para ampliar os serviços de atendimento e garantir que a Lei Maria da Penha seja cumprida de forma efetiva.
Neste Agosto Lilás, faço um convite à reflexão e, principalmente, à ação. Não podemos normalizar agressões, ignorar os sinais da violência ou tratar esse problema como um assunto privado. Se você sofre violência ou conhece alguém nessa situação, denuncie. Em casos de emergência, ligue para o 190. Para orientação, acolhimento e denúncias, utilize o Ligue 180.
Romper o silêncio pode salvar vidas.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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