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Polícia 19 de agosto de 2026

Lulinha esteve 18 vezes no Palácio do Planalto desde 2023, segundo registros da Presidência

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, esteve 18 vezes no Palácio do Planalto entre junho de 2023 e janeiro de 2025, conforme registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. As visitas ocorreram em 15 dias diferentes e, segundo os dados, tiveram duração total de 23 horas e 26 minutos. Os

Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, esteve 18 vezes no Palácio do Planalto entre junho de 2023 e janeiro de 2025, conforme registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. As visitas ocorreram em 15 dias diferentes e, segundo os dados, tiveram duração total de 23 horas e 26 minutos.

Os registros passaram a chamar atenção diante de investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com mensagens que estão em posse da PF, Lulinha mantinha contato com pessoas próximas ao núcleo do governo e trocava informações com a lobista Roberta Luchsinger. As conversas indicam que ele também participava de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente, e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Os registros de entrada e saída do Planalto indicam que as permanências de Lulinha variaram de 19 minutos a mais de quatro horas. O Gabinete de Segurança Institucional informou que os dados disponíveis não registram os locais específicos nem os motivos das visitas.

A defesa de Lulinha afirmou que ele esteve no Planalto para encontrar amigos e o próprio pai. O advogado Marco Aurélio de Carvalho declarou que o empresário nunca tratou de assuntos relacionados à Administração Pública durante essas ocasiões.

A Secretaria de Comunicação da Presidência também afirmou que os encontros tiveram caráter estritamente privado e que não envolveram temas relacionados à Administração Pública. Segundo a pasta, as visitas não resultaram em qualquer desdobramento administrativo.

As investigações da PF também analisam mensagens trocadas entre Lulinha e Roberta Luchsinger. Em uma conversa de março de 2024, a lobista afirmou que os dois trabalhavam em um nível diferenciado e mencionou a possibilidade de um futuro na Suíça. Na mesma troca de mensagens, Lulinha relatou participar de reuniões com Marcola e Swedenberger.

Roberta Luchsinger também aparece nas apurações por ter recebido R$ 1,5 milhão em repasses do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Em uma das transferências, o empresário afirmou a um interlocutor que o dinheiro seria destinado ao “filho do rapaz”, expressão que, segundo a PF, poderia ser uma referência a Lulinha.

As mensagens analisadas pelos investigadores apontam ainda que Roberta teria pago despesas e comprado presentes para Marcola. Entre os itens discutidos estavam um colar de diamantes e um par de brincos. Segundo interlocutores da defesa do ex-assessor, as joias custaram R$ 9,2 mil e estariam relacionadas a um empréstimo de R$ 249 mil, posteriormente quitado com juros e correção.

Em outra conversa, Lulinha orientou Roberta a emitir uma nota fiscal para um empresário que havia obtido mais de R$ 80 milhões em contratos com o governo federal, a maior parte durante a atual gestão. A troca de mensagens ocorreu em julho de 2023.

Na ocasião, Lulinha também pediu que Roberta convidasse Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro da Previdência, para ir à Praia do Forte, na Bahia. Na sequência, orientou a lobista a emitir uma nota fiscal para Cleber Ribas, proprietário da 3Structure It Ltda. O relatório da Polícia Federal registra ainda que Ribas havia solicitado anteriormente uma reunião com Lulinha.

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Redação do Fala Meu Povo MT.

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