Flávio Bolsonaro passa a ser investigado pelo STF no caso do filme Dark Horse
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018. A inclusão de Flávio Bolsonaro na investigação ocorreu em 22 de julho

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de 2018.
A inclusão de Flávio Bolsonaro na investigação ocorreu em 22 de julho e foi confirmada após a retirada do sigilo de parte dos documentos do processo. O procedimento foi solicitado pela Polícia Federal e recebeu autorização da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A apuração busca esclarecer os repasses que somam R$ 61 milhões, realizados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção do longa-metragem. Também está sendo investigada a destinação dos recursos.
Entre as hipóteses analisadas pela Polícia Federal está a possibilidade de parte do dinheiro ter sido utilizada para financiar ações atribuídas ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O inquérito apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados.
De acordo com a decisão de Mendonça, o novo procedimento investigatório está vinculado a um inquérito já existente no Supremo Tribunal Federal. O objetivo é verificar a eventual prática de crimes no contexto da obtenção de recursos para a realização do filme.
Dark Horse ainda não foi lançado e tem como tema a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018. O caso é analisado pelo STF em duas frentes distintas: uma relacionada aos R$ 61 milhões destinados à produção e outra que apura um suposto desvio de emendas parlamentares para o projeto.
Nesta semana, o gabinete de André Mendonça também homologou a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, proprietário da Entre Investimentos e Participações. Segundo a investigação, a empresa teria sido utilizada para receber valores repassados por Vorcaro para a produção do filme.
Em outra investigação sobre o caso, o ministro Flávio Dino autorizou, na quinta-feira (10), o cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão para apurar o suposto desvio de emendas parlamentares. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment.
Flávio Bolsonaro afirmou, durante sabatina no Jornal Nacional na semana passada, que não havia irregularidade em sua participação na busca de recursos privados para financiar a cinebiografia de seu pai.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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