Lula pede a Fachin que contenha crise entre ministros do STF em meio à disputa eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, uma atuação para conter a crise entre integrantes da Corte. A declaração ocorreu um dia depois de uma sessão marcada por acusações e divergências entre ministros e em um momento de acirramento da disputa eleitoral. Durante entrevista,

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, uma atuação para conter a crise entre integrantes da Corte. A declaração ocorreu um dia depois de uma sessão marcada por acusações e divergências entre ministros e em um momento de acirramento da disputa eleitoral.
Durante entrevista, Lula afirmou que Fachin tem a responsabilidade de evitar que os conflitos no Supremo interfiram nas eleições. Segundo o presidente, a sociedade não pode permanecer acompanhando diariamente as acusações envolvendo integrantes do tribunal.
A manifestação ocorre enquanto pesquisas eleitorais registram uma disputa mais equilibrada entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira aponta 42% das intenções de voto para Flávio e 40% para Lula em um eventual segundo turno. A diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Lula também afirmou que a crise envolvendo o STF é prejudicial para a República. Ao comentar o caso, responsabilizou o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por ter envolvido diferentes pessoas na situação e defendeu que as responsabilidades sejam esclarecidas por meio de investigação.
O presidente fez ainda críticas ao banqueiro e afirmou que a apuração deve identificar todos os envolvidos. Para Lula, é necessário esclarecer os acontecimentos para evitar que a imagem da Suprema Corte seja prejudicada.
Conflito no STF envolve caso Banco Master
A crise se intensificou durante a sessão do STF realizada na terça-feira (15/9). Os ministros analisavam os próximos passos relacionados às mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e a Daniel Vorcaro, que está preso em Brasília em uma investigação sobre suspeitas de fraudes bilionárias.
O julgamento deveria avaliar se Moraes seria alvo de investigação em razão de sua relação com o empresário. O caso envolve mensagens que teriam sido trocadas em 25 de novembro do ano passado, data da prisão de Vorcaro em São Paulo.
A discussão terminou marcada por acusações, ofensas e divergências entre ministros. Na votação sobre a tramitação dos casos, Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam que os processos permanecessem separados. Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin apoiaram a análise conjunta.
O ministro Flávio Dino havia acompanhado o segundo grupo, mas pediu vista depois de um confronto verbal entre Mendonça e Gilmar. Com isso, a decisão foi adiada, e Dino terá prazo de até 90 dias para devolver o processo ao plenário.
A indefinição também pode afetar a sessão prevista para 23 de setembro. Está previsto para essa data um julgamento sobre a possibilidade de investigação da conduta de André Mendonça na relatoria do caso relacionado ao Banco Master.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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