Reprovação de Lula segue maior que aprovação, indica Lulômetro
Apesar da vitória nas urnas, governo do petista segue impopular e o desafiante quarto mandato começará sem crédito da população

Ao fim da semana em que Lula (foto) foi reeleito para um quarto mandato presidencial, o Lulômetro indica uma melhora na sua aprovação, mas não suficiente para superar a reprovação.
O tracking diário sobre a popularidade do presidente feito pela Realtime Big Data em parceria com O Antagonista indica aprovação (avaliação bom ou ótimo) de 39% do eleitorado, quatro pontos a mais do que o registrado há uma semana, na sexta-feira, 22, dois dias antes da votação do segundo turno.
Já a reprovação (avaliação ruim ou péssimo) oscilou dois pontos percentuais para baixo desde o mesmo dia e está em 46%. Outros 14% avaliam o governo do petista como regular.
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Lula conseguiu uma vitória expressiva no segundo turno, depois de perder também de forma expressiva no primeiro, e terminará o terceiro mandato desgastado, mesmo tendo feito uma série de agrados e promessas irresponsáveis ao eleitorado, e sem qualquer espaço para gastar mais.
Herança maldita
Na verdade, o presidente, que celebrou 81 anos nesta semana, terá de lidar com a própria herança maldita no próximo mandato, e, por enquanto, todo mundo no governo finge que não há problema.
Ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães disse que o governo não discutiu e não está discutindo o envio de um novo pacote fiscal ao Congresso Nacional.
Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, disse que “quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição”.
Essa retórica pode até ser o bastante para ganhar uma eleição, especialmente contra um adversário como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que carregou a rejeição ao pai nas costas.
Mas é muito mais difícil convencer os números diante do expressivo aumento da dívida pública e do evidente desconforto que a taxa básica de juros vem impondo à população brasileira desde o início do governo Lula, na tentativa do Banco Central de conter a inflação.
Será muito difícil desatar o nó dado pelo petista na economia brasileira, ainda mais sem qualquer disposição para arcar com as consequências de fazer o que precisa ser feito. Mas, apesar do esperneio de Flávio, a eleição já acabou, e Lula será responsabilizado pelo que fez e prometeu.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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