Um levantamento identificou que sete partidos com participação na estrutura ministerial votaram pela derrubada do veto presidencial ao projeto de lei que trata da dosimetria das penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro. A decisão foi confirmada no Congresso Nacional com 318 votos favoráveis na Câmara dos Deputados e 49 no Senado.
A análise inclui tanto legendas que atualmente ocupam ministérios quanto aquelas que estiveram à frente de pastas até o prazo de desincompatibilização, em 4 de abril, quando integrantes do governo deixaram seus cargos para disputar as eleições.
Entre os partidos citados está o Partido Social Democrático (PSB), aliado do governo desde a eleição presidencial de 2022. Apesar da proximidade política, a sigla apresentou divergência na votação. Um deputado e três senadores do partido apoiaram a derrubada do veto. O PSB ocupa a vice-presidência da República e também é responsável pelo Ministério da Micro e Pequena Empresa, atualmente sob comando de Paulo Pereira.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT), que lidera o Ministério da Previdência, também apresentou posições distintas. Na Câmara, oito parlamentares votaram pela manutenção do veto e dois pela derrubada. Já no Senado, houve dois votos favoráveis à manutenção. A legenda passou por tensões internas após a saída de Carlos Lupi da pasta, em meio a denúncias envolvendo o INSS, mas posteriormente sinalizou apoio ao governo.
No campo do Centrão, o União Brasil também registrou divisão. Dois senadores e 40 deputados votaram pela derrubada do veto, enquanto quatro deputados optaram por mantê-lo. A sigla chegou a ocupar três ministérios no início do atual governo, incluindo Desenvolvimento Regional e Comunicações, além de ter influência sobre o Turismo.
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) seguiu linha semelhante, com divergências internas na votação. O partido ocupava pastas como Transportes e Cidades, que eram comandadas por Renan Filho e Jader Barbalho, respectivamente, até deixarem os cargos para concorrer nas eleições.
Progressistas (PP) e Republicanos, que estavam à frente dos ministérios dos Esportes e de Portos e Aeroportos, também apoiaram majoritariamente a derrubada do veto. No Senado, as duas siglas somaram 11 votos favoráveis à derrubada e apenas um contrário. Já na Câmara, foram 74 votos pela derrubada e quatro pela manutenção.
Durante sua passagem pelo Ministério dos Esportes, André Fufuca chegou a enfrentar resistência dentro do próprio partido. O PP, liderado pelo senador Ciro Nogueira, anunciou a saída do governo em setembro de 2025, movimento seguido também pelo União Brasil.

















