Prefeito afirma que Cuiabá perdeu controle da saúde e critica modelo atual

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Foto: Emanoele Daiane
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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), declarou que o município já não possui controle efetivo sobre a gestão da saúde pública, destacando que o modelo atual restringe a atuação da prefeitura, especialmente no acesso a leitos e na organização dos serviços.

Segundo ele, a chamada gestão plena da saúde, na qual o município administrava toda a rede com suporte financeiro dos governos estadual e federal, atualmente não se concretiza na prática. “Hoje isso existe apenas formalmente”, afirmou.

O prefeito explicou que parte relevante da estrutura hospitalar está sob responsabilidade do governo estadual, o que, na avaliação dele, reduz a autonomia do município. Ele ressaltou que a regulação de leitos de UTI também é centralizada pelo estado.

De acordo com Brunini, essa configuração impacta diretamente o atendimento nas unidades municipais, como as UPAs, que enfrentam dificuldades para transferir pacientes que necessitam de internação. Ele afirmou que, mesmo com vagas disponíveis, o encaminhamento depende do sistema de regulação.

O gestor classificou o atual modelo como limitado e afirmou que a administração municipal possui pouca margem de decisão sobre a rede de saúde. “A gestão acaba sendo apenas simbólica diante do que podemos, de fato, administrar”, pontuou.

Outro ponto criticado foi a transferência de responsabilidades sem o devido repasse financeiro, citando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Para ele, a medida representa a transferência de problemas sem solução adequada.

Brunini também mencionou que a saúde da capital segue sob monitoramento constante em razão de um Termo de Ajustamento de Conduta firmado após intervenção ocorrida na gestão anterior, de Emanuel Pinheiro (PSD). Segundo o prefeito, o cenário pode levar à adoção de novas medidas mais rígidas.

Ele ainda destacou que, apesar da ampliação dos recursos destinados à área, o volume financeiro continua insuficiente para atender à demanda crescente por serviços de saúde no município.