Após pressão, Carlos e De Toni devem compor chapa pura ao Senado em SC

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Diante de divergências internas sobre a definição das candidaturas ao Senado por Santa Catarina, o Partido Liberal (PL) avalia a possibilidade de lançar uma chapa exclusivamente formada por filiados da legenda, com os nomes do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e da deputada federal Caroline de Toni (PL-SC).

De Toni, que anteriormente admitia a chance de deixar o PL, passou a reconsiderar a proposta feita pelo Partido Novo para disputar uma vaga no Senado. O convite partiu do presidente nacional da sigla, Eduardo Ribeiro, ainda no fim de 2025, em meio às controvérsias envolvendo o apoio do PL no cenário catarinense.

O impasse se intensificou após o anúncio de que Carlos Bolsonaro pretende concorrer ao Senado por Santa Catarina, estado considerado um dos principais redutos eleitorais do bolsonarismo. A movimentação provocou um racha entre lideranças da direita local.

A deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) criticou publicamente a decisão, que tem o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ela, a entrada de Carlos na disputa alterou acordos previamente discutidos no campo conservador, que previam a divisão das duas vagas ao Senado entre o PL e um partido aliado.

Antes disso, Caroline de Toni já se colocava como pré-candidata ao Senado. Outro nome citado como possível apoiado pelo bolsonarismo era o do senador Esperidião Amin (PP-SC), dentro de uma articulação envolvendo o governador Jorginho Mello.

Campagnolo defendia que De Toni fosse a candidata do PL em uma chapa pura, enquanto Amin receberia apoio por meio de aliança partidária. Para a deputada estadual, a candidatura de Carlos Bolsonaro poderia levar De Toni a deixar o PL caso desejasse manter o projeto de disputar o Senado.

Força eleitoral de Bolsonaro em Santa Catarina

Santa Catarina é historicamente um dos estados onde Jair Bolsonaro obteve desempenho expressivo nas urnas. No segundo turno das eleições presidenciais de 2018, ele conquistou 75,92% dos votos válidos no estado. Em 2022, mesmo com redução no percentual, manteve ampla vantagem, alcançando 69,27% dos votos, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC).

A influência do ex-presidente também se refletiu nas eleições municipais de 2024, quando seu filho Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) foi eleito vereador em Balneário Camboriú como o mais votado da cidade. Aliados avaliam que Carlos Bolsonaro aposta nesse eleitorado fiel para viabilizar sua candidatura ao Senado.

Resistência interna

Apesar do respaldo de Jair Bolsonaro, a possível candidatura de Carlos enfrenta resistência entre parte da direita catarinense. Prefeitos, deputados estaduais e lideranças locais manifestaram publicamente insatisfação e indicaram que não pretendem apoiá-lo.

As críticas se concentram no argumento de que Carlos não teria vínculo com Santa Catarina nem histórico de atuação voltado às demandas do estado. Esses grupos defendem que as vagas no Congresso sejam ocupadas por nomes com trajetória política local e maior identificação com a realidade catarinense.

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