Lei que levou novo Júlio Müller para Santo Antônio deve ser revogada; Wilson tenta ‘compensação’ com terminal ferroviário

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SINFRA-MT
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A Lei nº 13.228/2026, que incorporou ao território de Santo Antônio de Leverger a área onde está sendo construído o novo Hospital Universitário Júlio Müller, deve ser revogada por um novo projeto para devolver o hospital a Cuiabá e manter as demais alterações territoriais aprovadas, como a permanência do Morro de Santo Antônio no município do interior.

Nos bastidores da Assembleia Legislativa, a costura para o novo texto já está encaminhada e tem como linha majoritária, com resistência isolada de Wilson Santos, que o novo HUJM fique na Capital, enquanto se discute se a Comunidade Pequizeiro, também repassada a Santo Antônio, volta para Cuiabá ou permanece com o município vizinho.

Além da disputa política, um dos argumentos citados internamente para a revogação é a existência de problemas na redação legislativa da Lei nº 13.228/2026, o que reforçou a pressão por um “ajuste” que preserve parte do acordo territorial, mas retire o hospital do pacote.

Compensação 

A divergência principal está com Wilson Santos, que segue defendendo uma saída para não deixar Santo Antônio sem ganho político e fiscal. A ideia em discussão é que o terminal ferroviário da ferrovia estadual, previsto para ser implantado em Cuiabá, passe a integrar o território de Santo Antônio de Leverger como compensação, para que a arrecadação de impostos fique com o município do interior.

A proposta ainda está em tratativas e deve ser finalizada com base em acordo entre os blocos e os parlamentares envolvidos, com expectativa de envio de um novo texto para votação nas próximas semanas.