O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que o projeto para a utilização do medicamento Mounjaro (tirzepatida) no Sistema Único de Saúde (SUS) do município deve ser concluído até o primeiro trimestre de 2026, com previsão de finalização até o mês de março. O anúncio representa mais um adiamento no lançamento oficial do programa, que já havia sido postergado anteriormente.
Segundo o prefeito, o novo prazo se deve à necessidade de ajustes técnicos e à estruturação de um protocolo completo de acompanhamento aos pacientes que participarão do tratamento.
“Nós empenhamos o recurso no final de 2025 e agora ainda estamos finalizando os procedimentos para o protocolo”, explicou Abilio em entrevista concedida na noite desta sexta-feira (6).
O gestor destacou que a discussão sobre o uso de medicamentos inovadores no tratamento da obesidade tem avançado em diferentes esferas da gestão pública. “Você percebe que muitos gestores falam sobre isso. Já vimos o secretário de Saúde, o governo federal, todos buscando alternativas”, afirmou.
Abilio ressaltou ainda que a adoção de medicamentos que não fazem parte do rol padronizado do SUS exige cautela. “É claro que deve haver o estabelecimento de um protocolo para medicamentos novos. Existe uma preocupação legítima dos médicos e dos responsáveis, principalmente porque o tratamento não pode ser interrompido. Ele precisa começar e ter continuidade garantida”, pontuou.
Apesar dos adiamentos, o prefeito garantiu que o projeto está em estágio avançado. “Eu espero que a gente termine no primeiro trimestre de 2026. Torço para que dê tudo certo. Na iniciativa privada isso é mais simples, mas no poder público precisamos cumprir todas as etapas”, concluiu.
Como funcionará o programa Cuiabá Mais Leve
O programa, batizado de Cuiabá Mais Leve, prevê a combinação do uso do medicamento com acompanhamento físico e terá duração total de sete meses:
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1º mês: participação em atividades físicas específicas para pessoas com obesidade grau 3, sob coordenação da Secretaria Municipal de Esporte;
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6 meses seguintes: distribuição do medicamento Mounjaro (tirzepatida), condicionada à continuidade dos exercícios e ao acompanhamento médico.
A fase inicial do programa deve contemplar entre 150 e 200 participantes. O financiamento está garantido por uma emenda parlamentar de R$ 1,2 milhão, destinada pela vereadora Michelly Alencar (União), que também colaborou na estruturação do projeto. A entrega do medicamento será restrita aos pacientes que mantiverem participação ativa nas atividades físicas propostas.


















